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tecnologia no campo
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O CAMINHO DA SEMENTE
Do planejamento das cultivares ao plantio, a Coamo integra cooperados, assistência técnica, laboratórios e
tecnologia para garantir a qualidade das sementes em todas as etapas do processo
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Antes mesmo de chegar ao solo e iniciar uma nova safra, uma semente percorre um longo caminho. A escolha das
cultivares, seleção dos cooperados multiplicadores, definição das áreas, acompanhamento técnico das lavouras,
beneficiamento, análises laboratoriais e o tratamento industrial fazem parte de uma cadeia construída ao
longo de mais de cinco décadas pela Coamo. Um trabalho que reúne tecnologia, pesquisa, assistência técnica e
cooperativismo para entregar aos agricultores um dos insumos mais importantes da produção agrícola.
Esse trabalho começa cerca de um ano antes do plantio e envolve centenas de profissionais e cooperados em
diferentes regiões de atuação da cooperativa. No campo, engenheiros agrônomos acompanham os cooperados
multiplicadores. Nas Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBSs), equipes especializadas realizam
classificação, beneficiamento, tratamento industrial, armazenamento e monitoramento permanente para
preservar a identidade genética, vigor, sanidade e o potencial produtivo de cada lote.
Os investimentos contínuos em tecnologia, estrutura e pesquisa acompanharam a evolução da agricultura
brasileira e ampliaram a capacidade de produção sem abrir mão do controle de qualidade. Esse compromisso é
percebido nas lavouras, onde as Sementes Coamo se destacam e são reconhecidas pelos cooperados.
O diretor de Suprimentos e Assistência Técnica da Coamo, Aquiles de Oliveira Dias, destaca que a produção de
sementes sempre esteve entre as prioridades da cooperativa por representar um dos principais fatores para o
desempenho das lavouras. "Desde o início das atividades, há mais de cinco décadas, a Coamo direciona
investimentos para garantir sementes de soja e trigo destinadas exclusivamente aos cooperados, aliando
expansão da produção, avanços tecnológicos e rigor nos processos de controle de qualidade", comenta.
Segundo o diretor, a busca por ambientes mais favoráveis para a produção de sementes também orientou decisões
estratégicas ao longo da história da cooperativa. A expansão das atividades para o Sul do Paraná e Oeste de
Santa Catarina teve como um dos objetivos encontrar condições climáticas mais adequadas para produzir
sementes com elevado padrão fisiológico e sanitário.
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Aquiles Dias Diretor de Suprimentos e Assistência Técnica da Coamo
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"A qualidade assegurada é um dos valores da Coamo e, quando falamos em sementes, esse compromisso é
ainda maior. Não negociamos qualidade. Se houver qualquer dúvida em relação ao padrão da semente,
ela simplesmente não é entregue ao cooperado." |
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Dias ressalta que a produção envolve um trabalho integrado entre a equipe técnica da cooperativa e os
cooperados multiplicadores, responsáveis pelo cultivo das áreas destinadas à produção de sementes.
"Investimos continuamente no treinamento das nossas equipes e, também, dos cooperados multiplicadores para
que todo o processo seja conduzido da forma correta e resulte em sementes de alta qualidade", explica.
Outro avanço destacado por Dias é a expansão do Tratamento Industrial de Sementes (TSI), tecnologia presente
em aproximadamente 90% das sementes fornecidas pela Coamo. O processo permite que cada semente receba, de
forma uniforme, a dose correta de defensivos e outros produtos destinados à proteção inicial da lavoura. "O
cooperado recebe uma semente pronta para o plantio, com a quantidade adequada de produtos para proteção
contra pragas e doenças. Isso aumenta a segurança da operação e elimina a necessidade de realizar esse
procedimento na propriedade, trazendo benefícios também do ponto de vista ambiental e das condições de
trabalho", afirma.
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Coamo conta com um laboratório moderno para atestar todas as sementes que serão fornecidas aos cooperados
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O crescimento da utilização das Sementes Coamo pelos cooperados também impulsiona novos investimentos.
A cooperativa ampliou sua estrutura de produção com a aquisição de uma unidade em Tamarana, no Norte do
Paraná, reforçando a capacidade de beneficiamento e ampliando a produção. De acordo com Dias, além de
ampliar a capacidade de atendimento, a diversificação das regiões produtoras reduz os impactos das
variações climáticas. Com unidades distribuídas no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, a
cooperativa consegue planejar a produção de forma estratégica, compensando eventuais perdas entre as
diferentes regiões produtoras. "A adesão às Sementes Coamo cresce ano após ano, especialmente no Mato
Grosso do Sul. Esse aumento confirma a confiança dos cooperados no material que produzimos e nos
incentiva a continuar investindo em estrutura, tecnologia e processos", destaca.
O planejamento da produção de sementes começa cerca de um ano e meio antes da semeadura. Segundo o
gerente de Sementes da Coamo, Roberto Destro, nesse período são definidos os campos de produção, as
cultivares e a estimativa das variedades que serão multiplicadas, considerando o histórico das lavouras
e os resultados dos ensaios de produtividade. "Planejamos os campos de produção, definimos as
variedades e estimamos as mais plantadas com base no histórico e nos ensaios de produtividade",
explica.
Para dar suporte a esse trabalho, a Coamo conta com 11 Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBSs),
distribuídas no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. A estrutura inclui ainda um dos mais
modernos laboratórios de análise de sementes do Brasil, onde são realizados os testes de germinação,
pureza, vigor e emergência em canteiro. "O Laboratório de Análises da Coamo é um dos mais modernos do
Brasil", destaca Destro.
Com o planejamento definido, a assistência técnica acompanha todas as etapas das lavouras destinadas à
multiplicação de sementes. Para o coordenador de Qualidade de Sementes da Coamo, Cleber Dienis
Voidelo, esse modelo representa uma das maiores expressões do cooperativismo na prática. "São
cooperados produzindo sementes em parceria com a Coamo para atender outros cooperados. Todo esse
trabalho começa muito antes da colheita e envolve planejamento, assistência técnica e rigoroso
controle de qualidade", afirma.
Após a definição das cultivares, engenheiros agrônomos, assistentes, auxiliares e responsáveis técnicos
acompanham cada campo de produção. O monitoramento contempla a identidade varietal, o desenvolvimento
das plantas e fatores que possam comprometer o potencial fisiológico e sanitário das sementes.
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Roberto Destro Gerente de Sementes da Coamo
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Esse acompanhamento se estende até a colheita. Antes mesmo de seguir para uma Unidade de Beneficiamento de
Sementes (UBS), cada carga passa por uma avaliação para verificar se atende aos padrões estabelecidos. "A
qualidade da semente é construída no campo. Na UBS conseguimos preservar essa qualidade, mas ela nasce na
lavoura. Se o lote não atende aos padrões, não segue para beneficiamento."
Conforme Voidelo, essa triagem evita custos desnecessários com transporte e garante que apenas materiais
aptos ingressem no processo industrial. Nas UBSs, os lotes passam por novas avaliações para confirmar que
mantêm o desempenho observado no campo.
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A estrutura de controle foi ampliada nos últimos anos com investimentos superiores a R$ 100 milhões na UBS de
Furnas, em Manoel Ribas (Centro do Paraná), que recebeu equipamentos de alta precisão e um novo laboratório.
A incorporação da UBS de Tamarana também fortaleceu o sistema de análises da cooperativa.
Cerca de quatro mil lotes são monitorados a cada safra. A cada 30 dias, eles passam pelo teste de
envelhecimento acelerado, que simula o comportamento das sementes durante o período de armazenamento. "O
envelhecimento acelerado nos permite antecipar como aquele lote deverá se comportar até a época do plantio.
Se identificarmos qualquer tendência de perda de qualidade, esse lote é retirado da programação antes de
chegar ao cooperado."
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"Talvez a produção de sementes seja um dos melhores exemplos de cooperativismo. São cooperados
produzindo sementes em parceria com a Coamo para atender outros cooperados." |
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Cleber Dienis Voidelo, coordenador de Qualidade de Sementes da Coamo |
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Além desse acompanhamento, os lotes são avaliados simultaneamente nos laboratórios de Campo Mourão, Furnas e
Tamarana. A comparação dos resultados obtidos pelas três unidades aumenta a confiabilidade das análises e
oferece mais segurança para a liberação ou descarte de cada lote. "Quando três equipes diferentes, em
estruturas distintas, chegam praticamente ao mesmo resultado, temos muito mais confiança para decidir se
aquele lote está apto para seguir ao cooperado."
O aprimoramento dos processos já apresenta resultados. De acordo com Voidelo, a adoção de critérios mais
rigorosos na classificação das sementes e no controle de entrada dos lotes nas UBSs contribuiu para reduzir o
índice de reprovação por problemas de germinação. "Foi um dos anos em que mais intensificamos o controle de
entrada das sementes." Após o beneficiamento, as sementes seguem para o Tratamento Industrial de Sementes
(TSI), área que também recebeu investimentos superiores a R$ 50 milhões.
Depois, os lotes retornam ao campo para os testes de canteiro. Nessa etapa, os técnicos verificam a interação
do tratamento com cada lote e confirmam se o desempenho permanece preservado até o plantio. "Nós fazemos uma
última bateria de testes antes da liberação. A intenção é que o cooperado receba a semente pronta para
expressar todo o seu potencial no campo, sem precisar se preocupar com esse processo, porque todo esse
trabalho já foi realizado pela Coamo."
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ROZANGELA KRYK DE ARRUDA, cooperada em Mamborê (Centro-Oeste do Paraná), passou a integrar o
grupo de multiplicadores de sementes da Coamo há cinco anos. A atividade começou com a produção de
aveia-preta e, nesta safra, ganhou um novo desafio: a produção de sementes de trigo. A decisão foi
tomada em conjunto com a equipe técnica da cooperativa, considerando as necessidades da produção e as
características da propriedade.
Segundo a cooperada, o trabalho começa muito antes da semeadura. A escolha da cultivar, a avaliação da
área e o planejamento do manejo são realizados em conjunto com os engenheiros agrônomos da Coamo, que
acompanham todas as etapas da produção. "Cada safra começa com planejamento. Conversamos com a equipe
técnica da Coamo para definir a cultivar e avaliamos as condições da área. Neste ano escolhi produzir
trigo porque percebi que havia uma necessidade maior dessa cultura."
Rozangela explica que produzir sementes exige cuidados adicionais em relação a uma lavoura comercial. O
acompanhamento técnico é permanente e todas as operações recebem atenção especial para preservar a
identidade e a qualidade do material destinado a outros cooperados. "É um trabalho que exige um
cuidado maior durante todo o ciclo. O acompanhamento técnico é constante e praticamente semanal. Desde
o plantio até a colheita, tudo é acompanhado para garantir que a semente mantenha a qualidade."
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Cooperada Rozangela Kryk de Arruda com a engenheira agrônoma Glaici Kelly Pereira, responsável técnica
pela produção de sementes e pela Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS) em Mamborê (PR)
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