Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 570 | Julho de 2026 | Campo Mourão - Paraná

PECUÁRIA

pecuária


Tecnologia e gestão elevam a produção leiteira

Cooperado João Luiz Borgio, utiliza sistema intensivo, com o rebanho mantido em confinamento em um compost barn projetado para 200 animais

Cooperado, João Luiz Borgio, utiliza sistema intensivo, com o rebanho mantido em confinamento em um compost barn projetado para 200 animais

A produção leiteira exige dedicação diária, planejamento e, cada vez mais, o uso de tecnologia e gestão eficiente para garantir resultados consistentes. Em Nova Cantu (PR), a Estância Aracaju, conduzida pelo cooperado João Luiz Borgio e sua família, expressa bem essa realidade ao unir tradição, investimento técnico e uma parceria consolidada com a Coamo.

Instalada em uma área de 31,4 alqueires totalmente voltada à pecuária leiteira, a propriedade abriga cerca de 200 vacas em lactação e alcança médias próximas de 45 litros por animal ao dia. Um resultado que, nas palavras do produtor, reflete um trabalho construído ao longo do tempo e com apoio técnico constante. "Esses resultados são possíveis com a ajuda da Coamo, por meio da loja veterinária, dos médicos veterinários e todos que nos assistem e ajudam a manter a propriedade, que hoje é referência na região", destaca Borgio.

O sistema da Estância Aracaju é intensivo, com o rebanho mantido em confinamento em um compost barn projetado para 200 animais. O ambiente conta com túnel de ventilação, que contribui para o conforto térmico e o bem-estar, especialmente nos períodos mais quentes. A ordenha é automatizada, com extração mecânica, garantindo agilidade, padronização e qualidade no processo.

Além da estrutura física, a propriedade aposta fortemente em tecnologia de monitoramento. Todos os animais utilizam colares eletrônicos, que permitem acompanhar em tempo real indicadores de saúde e comportamento. Esse sistema também auxilia no manejo reprodutivo, identificando com precisão o momento ideal para inseminação. "Esse monitoramento permite prever alguma doença no animal e indica o momento certo para inseminação", explica o cooperado.

Outro pilar fundamental dos resultados está na genética do rebanho. Há mais de duas décadas, a propriedade trabalha exclusivamente com inseminação artificial, utilizando material genético de alto padrão. O foco é produzir animais com maior potencial leiteiro, longevidade e sanidade. "Gado de leite precisa ter genética específica. Trabalhamos com touros de altíssima qualidade, usados no mundo inteiro. Temos controle junto à associação, registro dos animais e controle oficial de produção", afirma Borgio.

No manejo nutricional, a parceria com a Coamo tem papel decisivo. A adoção da ração produzida pela cooperativa marcou uma mudança importante na rotina da propriedade. Mesmo tendo experiência em produzir a própria ração, o cooperado optou pelo produto industrial após confiar na consistência e qualidade oferecidas. "Quando a Coamo inaugurou a fábrica de rações, eu resolvi voltar a usar ração comercial. E tivemos uma grande surpresa: aumentamos a produção de leite com um custo menor. O resultado foi praticamente imediato", relata.

Cooperado João Luiz Borgio, com o médico veterinário da Coamo, Matheus Ferreira Shikasho

Cooperado, João Luiz Borgio, com o médico veterinário da Coamo, Matheus Ferreira Shikasho

Sistema da Estância Aracaju é intensivo, com o rebanho mantido em confinamento em um compost barn projetado para 200 animais

Sistema da Estância Aracaju é intensivo, com o rebanho mantido em confinamento em um compost barn projetado para 200 animais

O médico veterinário da Coamo, Matheus Ferreira Shikasho, reforça essa percepção e destaca que a confiança do produtor na cooperativa permite um trabalho técnico mais aprofundado. "A Coamo é um braço muito forte do produtor. Ele sabe que encontra tudo dentro da cooperativa, desde assistência técnica até produtos. Isso dá liberdade para trabalhar a parte técnica com mais eficiência e segurança", explica.

Segundo ele, a padronização da ração também contribui diretamente para os resultados. "Antes, ele fazia a própria ração e nem sempre tinha a mesma qualidade de matéria-prima. Com a ração da Coamo, há uma constância, porque os ingredientes são rastreados e analisados com rigor. Isso reflete diretamente na produção de leite."

Essa integração reforça o conceito "do campo para o campo", já que a matéria-prima fornecida pelos cooperados retorna na forma de insumo de qualidade para fortalecer a atividade dentro das propriedades.

A gestão da Estância Aracaju também inclui práticas voltadas à sustentabilidade. Para lidar com os resíduos da atividade, foi implantado um sistema de separação de dejetos, que permite o reaproveitamento integral dos materiais. A parte líquida é utilizada na fertirrigação das áreas destinadas à produção de volumoso, enquanto o material sólido é reutilizado como cama para os animais. "Leite tem um grande desafio, que é o esterco. A gente separa o líquido e o sólido. O líquido vai para irrigação da grama e o sólido usamos como cama. Além disso, investimos em energia solar para reduzir custos e ajudar na parte ambiental", explica.

A rotina na propriedade é intensa e exige organização constante. São 16 colaboradores diretamente envolvidos nas atividades, além da participação da família, que atua na gestão e no acompanhamento do dia a dia. A produção não para, exigindo escalas bem definidas para garantir o funcionamento contínuo da leiteria.

Para Borgio, essa dedicação está diretamente ligada à paixão pela atividade. "Eu sempre fui apaixonado pelo leite. Desde que comecei, queria trabalhar com isso. Hoje, graças a Deus, nos tornamos uma referência e temos reconhecimento no Paraná inteiro", afirma.

Na avaliação do médico veterinário da Coamo, a propriedade representa um exemplo do caminho que a pecuária moderna vem trilhando. "Tanto a agricultura quanto a pecuária precisam ser tratadas como empresa. O produtor que se tecnifica, busca assistência e faz uma boa gestão evolui e se mantém na atividade. E a Coamo tem esse papel de levar essa consultoria e suporte cada vez mais próximos", finaliza Shikasho.

Produção integrada no campo


A diversificação das atividades tem contribuído para fortalecer a gestão das propriedades rurais e ampliar a segurança econômica dos cooperados. Em Brasilândia do Sul, no Noroeste do Paraná, o cooperado Edvaldo Aparecido Vicentin encontrou na pecuária leiteira uma importante fonte de renda complementar à agricultura. Desenvolvida desde 2005, a atividade gera receita mensal para a propriedade e permite integrar a produção de grãos com a alimentação do rebanho, formando um sistema em que uma atividade apoia a outra ao longo do ano.

Edvaldo Vicentin com a médica veterinária da Coamo, Leticia Capellini Silva

Edvaldo Vicentin com a médica veterinária da Coamo, Leticia Capellini Silva: bons resultados envolvem manejo, ambiente, sanidade e alimentação

Na Fazenda Água da Onça, a família trabalha com aproximadamente 220 animais, dos quais cerca de 100 vacas permanecem em lactação. O rebanho é formado por animais da raça holandesa e a produção ocorre em sistema Compost Barn, estrutura que conta com ventiladores e aspersão de água para proporcionar condições adequadas de conforto aos animais. A propriedade também possui áreas destinadas ao manejo de bezerras, novilhas, vacas secas e animais em pré-parto.

Cooperado Edvaldo Aparecido Vicentin, de Brasilândia do Sul (PR)

Cooperado Edvaldo Aparecido Vicentin, de Brasilândia do Sul (PR)

Além da pecuária leiteira, a fazenda cultiva aproximadamente 800 hectares de soja e milho segunda safra. Parte da área é destinada à produção de alimentos para o rebanho, incluindo silagem de milho e feno produzidos na própria propriedade. Segundo Vicentin, a integração entre agricultura e pecuária faz parte do planejamento anual da fazenda e garante segurança alimentar para os animais durante todo o ciclo produtivo. "A atividade leiteira é muito importante porque conseguimos conciliar a pecuária com a agricultura. O leite proporciona uma renda mensal que ajuda na manutenção da fazenda e dos funcionários", afirma.

Atualmente, cerca de cinco alqueires são destinados às pastagens e outros 25 alqueires à produção de silagem. Os animais que permanecem nos piquetes recebem suplementação com silagem e feno produzidos na fazenda, complementando a alimentação ao longo do ano.

A produção média do rebanho está entre 23 e 24 litros de leite por vaca ao dia. Para alcançar esse resultado, o produtor destaca a combinação de genética, manejo e nutrição. O trabalho de melhoramento genético é realizado por meio da seleção das melhores matrizes e do uso de sêmen de touros com características voltadas ao aumento do potencial produtivo do rebanho. "Selecionamos as melhores novilhas para manter a evolução genética dos animais e melhorar o potencial de produção", explica.

A alimentação também ocupa papel central no sistema produtivo. As vacas em lactação recebem Rações Coamo, além da silagem e do feno produzidos na propriedade. Segundo Vicentin, a utilização de uma alimentação balanceada reflete diretamente no desempenho dos animais e nos índices de produção. "Quando utilizamos uma ração de qualidade, percebemos diferença na sanidade dos animais e no volume de leite produzido", relata.

A parceria com a Coamo acompanha diferentes etapas da atividade leiteira desenvolvida na propriedade. Além do fornecimento de insumos, a cooperativa participou da implantação da estrutura Compost Barn e oferece assistência técnica permanente, incluindo acompanhamento veterinário e orientações relacionadas ao manejo sanitário e nutricional do rebanho.

Para Vicentin, o objetivo é seguir investindo na evolução do sistema produtivo, buscando avanços na qualidade do leite e na eficiência do rebanho. A experiência da Fazenda Água da Onça mostra como a integração entre agricultura e pecuária pode contribuir para o equilíbrio das atividades desenvolvidas na propriedade, unindo produção de grãos, geração de alimentos para os animais e renda ao longo de todo o ano. "A tendência é sempre procurar melhorar a produção e a qualidade. É isso que buscamos para o futuro", conclui.

A médica veterinária da Coamo, Leticia Capellini Silva, acompanha a propriedade há cerca de três anos e destaca que os resultados observados são consequência de uma série de fatores que envolvem manejo, ambiente, sanidade e alimentação. "Os animais respondem ao cuidado realizado diariamente. Limpeza, manejo adequado, conforto e nutrição fazem parte do conjunto de ações que influenciam os resultados da atividade", explica.

Segundo Leticia, as Rações Coamo foram incorporadas à rotina da propriedade desde o lançamento da linha destinada à pecuária leiteira. O acompanhamento técnico permite avaliar continuamente o desempenho dos animais e ajustar estratégias de manejo de acordo com as necessidades do sistema de produção.

A veterinária observa que a atividade leiteira tem papel importante na diversificação das propriedades da região, principalmente por proporcionar receita mensal ao produtor rural. "A pecuária leiteira exige dedicação diária, mas oferece retorno constante. Essa renda contribui para o planejamento financeiro da propriedade e complementa os resultados obtidos com as lavouras", afirma.

Anselmo Gonçalves de Almeida, gerente da Coamo em Brasilândia do Sul, Edvaldo Vicentin, e Ronaldo Lopes Costa, engenheiro agrônomo

Anselmo Gonçalves de Almeida, gerente da Coamo em Brasilândia do Sul, Edvaldo Vicentin, e Ronaldo Lopes Costa, engenheiro agrônomo

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