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De acordo com o gerente da Coamo em Xanxerê, Leonardo Pereira, a safra apresentou desempenho inferior ao ciclo anterior, mas sem configurar um cenário negativo. “Não é uma safra ruim quando comparada com outras regiões. Mas, dentro do histórico de Xanxerê, ela é menor que a do ano passado”, explica. Ele aponta que a principal limitação foi a irregularidade das chuvas. Entre 12 de janeiro e 12 de fevereiro, o volume registrado foi de apenas 20 milímetros em parte da microrregião, afetando diretamente o desenvolvimento das lavouras. “Há áreas que historicamente produzem entre 70 e 90 sacas por hectare, chegando a 100, e que neste ano ficaram entre 55 e 65 sacas, com algumas variações”, detalha o gerente.
Pereira destaca que, mesmo diante das adversidades, há aprendizados importantes. “A principal lição é que quem trabalha bem o solo consegue resultados melhores.” Segundo ele, práticas como cobertura de solo, uso de calcário e gesso e manejo adequado das culturas de inverno têm impacto direto no desempenho das lavouras, especialmente em anos com restrições climáticas. “Nos anos bons, essas práticas elevam ainda mais os resultados”, frisa.
Gestão da propriedade
Outro ponto destacado é a evolução na gestão das propriedades. O cooperado afirma que o controle de custos tem se tornado parte central da atividade. “A gente precisa tratar a propriedade como uma empresa. Saber quanto custa produzir e quanto precisa colher para cobrir esse custo”, diz Cella.
O cooperado observa que, mesmo em safras com boa produtividade, a rentabilidade depende do preço de mercado e do planejamento prévio. “Nem sempre o preço acompanha a produção. Por isso, é importante comprar insumos no momento certo e buscar reduzir custos desde o início”, afirma. Nesse processo, ele destaca o suporte da Coamo. “A cooperativa auxilia muito, principalmente na aquisição de fertilizantes e sementes, o que ajuda a equilibrar os custos e melhorar o resultado final.”
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