Estamos finalizando a colheita da safra 2024/2025. Devido a problemas climáticos haverá redução nas produtividades de soja na área de ação da Coamo e situações diferentes, pois temos regiões onde as chuvas foram regulares e a produção será normal, e também outras que sofreram muito com a escassez hídrica. A diferença é grande de uma região para outra, há cooperado que colheu desde 40, 50 sacas por alqueire até 150, 200 sacas ou mais, conforme acompanhamos nas reportagens nesta Revista Coamo e nos programas de rádio Informativo Coamo.
Convivemos nos últimos anos com períodos de estiagem afetando fortemente o desenvolvimento das lavouras, que sentiram muito os efeitos do clima. Houve muitas previsões de chuva, que infelizmente não vieram, e este cenário prejudica neste momento o desenvolvimento do milho segunda safra. Desta forma, a quebra na produção aliada a redução nos preços impacta diretamente na rentabilidade do produtor, que pode ter difi culdades econômicas.
A Ocepar e a OCB estão reivindicando ao Governo Federal recursos com juros subsidiados para prorrogação das dívidas dos produtores em caso de necessidade. Com esta medida o produtor poderá superar esta crise que vem desde a safra 2023/2024, quando das perdas nas lavouras de soja, trigo e milho segunda safra.
A comercialização de soja e milho na safra de verão está sendo prejudicado pelo excesso dos volumes na produção mundial e a redução de compra por parte da China. Outro fator tem sido a política americana de proteção aos produtos americanos, com a taxação de 25% nos impostos para produtos importados pelos Estados Unidos. Tudo isso tumultua o mercado e impacta diretamente na formação de preços das commodities. O cenário apresenta instabilidade com tendência de preços que não devem ser de alta.
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Diante desta realidade, os produtores não têm o que fazer, mas cada um deve conhecer a sua situação e comercializar conforme as suas necessidades, sendo determinante que façam o seu custo de produção e façam suas fixações de produtos em diversas vezes, de forma escalonada.
O papel da cooperativa é mantê-los informados sobre a situação global, mas é difícil fazer previsões sobre o mercado futuro, que pode mudar a qualquer momento e ser influenciado por vários fatores no mercado externo.
Nesta edição também destacamos os bons resultados do exercício de 2024 da Credicoamo que registrou um ativo total de R$ 5 bilhões, uma receita global de R$ 588,46 milhões e sobras líquidas de R$ 118,11 milhões, que foram comemorados pelos cooperados dia 11 de março em assembleia geral. Praticamos um cooperativismo de resultados e com transparência, pois o nosso modelo de negócio é focado nos associados e assim, olhamos para suas necessidades e buscamos atendê-las com soluções financeiras sustentáveis.
ENGENHEIRO AGRÔNOMO, JOSÉ AROLDO GALLASSINI Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo
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