A busca por mais eficiência produtiva e otimização do uso da terra tem levado produtores rurais a investirem em sistemas integrados. Em Itaporã (Mato Grosso do Sul), o cooperado da Coamo, Henrique Godoy Bigatão, adotou um modelo que combina suinocultura e pecuária, aproveitando os dejetos da criação de suínos para fertirrigação do pasto. Com isso, conseguiu intensificar a engorda de novilhas em uma área limitada, garantindo mais produtividade e diversificação da propriedade.
Bigatão trabalha com suinocultura desde 2001 e iniciou a atividade pecuária alguns anos depois, em outra granja mais antiga. Em 2022, com a implementação de uma nova unidade de suinocultura, surgiu a necessidade de melhor aproveitamento do espaço restante da propriedade. O cooperado então procurou assistência técnica para desenvolver um sistema de pastejo rotacionado, associado à utilização dos dejetos da suinocultura como fertilizante natural.
O projeto foi planejado com a divisão da área em piquetes, definição da capacidade de suporte e escolha da forrageira mais adequada, que são irrigadas com aspersores fixos. A área de pastagem conta com pouco mais de quatro alqueires e abriga atualmente mais de 70 novilhas para engorda. Os animais recebem suplementação proteica e energética adquirida na Coamo, conforme recomendação feita durante o acompanhamento técnico.
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Segundo o cooperado, a integração entre as atividades tem se mostrado uma estratégia eficiente, permitindo melhor aproveitamento da propriedade. “A suinocultura gera os dejetos, que são um excelente adubo. Esse material é utilizado na fertirrigação do pasto, o que melhora a qualidade da forrageira e permite uma maior lotação de animais. Em um espaço reduzido, conseguimos engordar um número significativo de novilhas devido à qualidade do pasto proporcionada pela adubação e irrigação”, explica Bigatão.
Apesar de ainda não haver dados exatos sobre o ganho médio diário dos animais, pois estavam sem balança na propriedade, a experiência em outra granja do produtor já aponta para bons resultados. Em uma área menor, de apenas 1,6 alqueires, um sistema semelhante permitiu a engorda de 35 a 40 cabeças por ano. Diante disso, a expectativa para a nova área, planejada de forma mais moderna e estruturada, é alcançar um desempenho ainda superior. “O projeto está no início, mas já tivemos 100 animais aqui até outubro do ano passado. Vendemos 30 e, atualmente, estamos com 73. Nossa expectativa é que esse número aumente conforme formos ajustando o manejo”, comenta Bigatão.
Os animais são adquiridos com idade entre 12 e 15 meses e permanecem na propriedade por, no máximo, um ano. Segundo o cooperado, a meta é vendê-los com cerca de 14 arrobas, sendo que, em média, o processo de engorda leva dez meses.
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