Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 555| Março de 2025 | Campo Mourão - Paraná

TOUR DA SAFRA

NO RASTRO DA COLHEITA

Com máquinas em operação e caminhões carregados, a colheita da safra de verão é finalizada nas propriedades dos cooperados da Coamo. Mesmo com desafios climáticos, produtores colhem bons resultados

A colheita da soja avança para a reta final na área de atuação da Coamo, revelando um cenário de desafios e expectativas para os cooperados. Apesar de variações regionais, a produtividade segue dentro das projeções, mostrando a importância do manejo eficiente e das estratégias adotadas nesta safra. Assim como a colheita da soja, as lavouras de milho segunda safra seguem em pleno desenvolvimento. A reportagem da Revista Coamo visitou propriedades no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, onde acompanhou de perto o trabalho no campo.

Em Marilândia do Sul (Centro-Norte do Paraná), as produtividades estão dentro do esperado. Ilseu Mazzutti avalia os resultados de forma positiva. “Tivemos um período de veranico durante o ciclo da cultura, mas isso não afetou a produtividade. Este ano, os números estão acima do ano passado e dentro da média esperada”, afirma.

A área com soja soma aproximadamente 550 alqueires. O plantio foi realizado entre o início de outubro e 15 de novembro. “As variedades mais precoces sentiram um pouco mais, mas as de ciclo normal estão apresentando produtividades muito boas”, comenta o cooperado.Além das condições climáticas, o controle de pragas e doenças exigiu atenção. “O acompanhamento técnico foi essencial para conduzir a lavoura da melhor forma possível. Doenças e percevejos exigiram monitoramento constante, mas o manejo correto garantiu bons resultados”, explica Mazzutti. A produtividade média variou entre 170 e 180 sacas por alqueire. “Estamos atingindo um patamar muito satisfatório”, avalia.

Ilseu Mazzutti obteve produtividade média de 170 a 180 sacas por alqueire

Engenheiro agrônomo, Eduardo Rodrigo Gibbert, e o cooperado, Ilseu Mazzutti, em Marilândia do Sul (PR)

Sobre os aprendizados deste ciclo, Mazzutti reforça a importância da persistência e do manejo adequado. “Diante das adversidades climáticas, o produtor precisa continuar conduzindo a lavoura da melhor maneira possível. Seguir com as operações necessárias é essencial para garantir bons resultados”, destaca.

O acompanhamento técnico da Coamo é um fator decisivo para manter a produtividade em alta. “Para alcançar bons resultados, é fundamental contar com o suporte da cooperativa. A presença do agrônomo na propriedade e o apoio técnico fazem toda a diferença no momento de definir os melhores manejos”, afirma.

Cooperado João Adilson Portugal, em Pitanga (PR)

De acordo com o engenheiro agrônomo, Eduardo Rodrigo Gibbert, da Coamo em Marilândia do Sul, o ciclo apresentou desafios climáticos, mas os resultados gerais são positivos. “Tivemos algumas estiagens pontuais, que afetaram determinadas áreas, mas, no geral, a produtividade tem se mantido satisfatória”, explica Gibbert.

Segundo ele, o manejo de pragas e doenças não foi um problema expressivo nesta safra. “Com o suporte técnico, os produtores monitoraram as lavouras e realizaram o controle preventivo. Isso garantiu que as perdas fossem minimizadas”, afirma.

Com a colheita finalizada, os cooperados se voltam para o próximo ciclo. “Há uma grande adesão ao milho segunda safra. O preço tem colaborado e incentivado os produtores a investirem mais nessa cultura e algumas áreas serão destinadas ao trigo e à aveia”, explica Gibbert.

Para Gibbert, a safra reforçou a importância do investimento contínuo na lavoura. “Cada vez mais, vemos veranicos longos, de 25 a 30 dias. Quem investe em correção de solo e manejo nutricional tem colhido melhores resultados e minimizado os impactos climáticos”, conclui.

João Portugal com o engenheiro agrônomo, Marcelo Santana

EM PITANGA (CENTRO DO PARANÁ), a colheita da safra de verão mostra resultados que, apesar dos desafi os climáticos, se mantêm dentro das expectativas. O cooperado João Adilson Portugal cultiva soja em aproximadamente 114 alqueires e avalia a safra como positiva, mesmo com pequenas variações na produtividade em relação ao ano anterior. "Respeitamos o período ideal de plantio, como sempre fazemos. Tivemos alguns dias de sol intenso, mas isso não interferiu diretamente na produção. A média está dentro do esperado, chegando a 180 sacas por alqueire", afi rma Portugal.

O investimento em manejo e tecnologia tem sido fundamental para garantir bons resultados. "O clima sempre exige adaptação. Seguimos o calendário adequado e realizamos agricultura de precisão. Esse cuidado tem feito a diferença na produtividade", explica.

A assistência técnica da Coamo também contribui para a estabilidade da produção. "Contamos com o suporte da cooperativa na correção do solo e no fornecimento de insumos. Essa parceria tem funcionado bem e traz segurança para as decisões no campo", destaca Portugal.

Finalizando mais um ciclo, Portugal avalia o sentimento de concluir a safra. "Quando o caminhão sai carregado, temos a certeza de que o esforço valeu a pena", afi rma e revela que a atenção já se volta para a próxima safra. "No inverno, focamos na pecuária. Meus filhos trabalham com gado leiteiro e utilizamos parte da área para a produção de alimentação animal. 

Raulino Buss, cooperado em Cândido de Abreu (PR)

Também fazemos a cobertura do solo com aveia e azevém, preparando a terra para a próxima safra", explica Portugal.

De acordo com o engenheiro agrônomo, Marcelo Santana, da Coamo em Pitanga, o desempenho das lavouras variou conforme as condições climáticas enfrentadas ao longo do ciclo. “O município tem realidades distintas. Algumas áreas tiveram chuvas irregulares em dezembro, enquanto outras se desenvolveram com mais estabilidade. Isso impactou diretamente os resultados”, afirma Santana.

Entre os desafios, ele cita as oscilações do clima e problemas pontuais com escorrimento superficial e estande de plantas. “Tivemos desde excesso de chuva em algumas regiões até períodos de veranico que reduziram o potencial produtivo em outras”, explica.

Em relação a pragas e doenças, houve registros de mofo-branco em algumas áreas, especialmente devido às chuvas na fase de floração da soja. “É um problema recorrente em alguns anos e que trouxe perdas significativas em certas lavouras”, avalia Santana.

A produtividade média também variou conforme a época de plantio. “As primeiras áreas colhidas ficaram entre 120 e 140 sacas por alqueire, um pouco abaixo do esperado. Já as lavouras da segunda janela estão apresentando médias melhores, entre 180 e 200 sacas, com alguns casos superando esse patamar”, informa.

Raulino Buss com o engenheiro agrônomo José Luiz Berger Camargo Júnior

EM CANDIDO DE ABREU (CENTRO-NORTE DO PARANÁ), o cooperado, Raulino Buss, destaca que as produtividades foram dentro do esperado e refletem os investimentos em solo e manejo realizados ao longo dos anos. “Estamos conseguindo atingir nossa meta, com produtividade em torno de 170 sacas por alqueire. Em algumas áreas, onde aplicamos agricultura de precisão, o rendimento chega a 80 sacas, mesmo diante dos desafios com o clima”, afirma.

Segundo ele, o desempenho é fruto de um trabalho contínuo. “Faz dez anos que investimos em correção de solo, palhada, adubação e agricultura de precisão. Sem isso, não chegaríamos a esses números”, explica.

O plantio da soja foi realizado entre 03 de outubro e 03 de novembro, dentro da janela considerada ideal para a região. “Essa é a melhor época para nós, e respeitar esse período faz toda a diferença nos resultados”, afirma o cooperado.

O ciclo da safra apresentou variações no clima, alternando períodos de chuva intensa com dias seguidos de sol e calor. “Foi um ano atípico. No desenvolvimento da lavoura, enfrentamos momentos de excesso de chuva e depois estiagens com altas temperaturas. Na colheita, as condições foram favoráveis, sem perdas por excesso de umidade”, comenta Buss.

Para ele, o principal aprendizado desta safra foi a importância do manejo correto. “O produtor precisa fazer a sua parte com aplicação de fungicidas, inseticidas e correção de solo. Com isso, mesmo diante de adversidades climáticas, conseguimos manter bons níveis de produtividade”, ressalta.

Finalizada a colheita, o foco passa a ser a safra de inverno. “Agora, faremos correções em algumas áreas e entraremos com o plantio do trigo. Na nossa região, devido à altitude e ao frio antecipado, o milho safrinha não se adapta bem”, explica Buss.

A parceria com a Coamo tem sido fundamental para os bons resultados. “Sem a Coamo, nada disso teria acontecido. Desde a correção de solo até o crédito e a assistência técnica, tudo passa pela cooperativa. Eu sozinho não conseguiria esses resultados”, destaca.

De acordo com José Luiz Berger Camargo Júnior, engenheiro agrônomo da Coamo em Cândido de Abreu, a produtividade média na região oscilou entre 120 e 145 sacas por alqueire. “Temos produtores que colhem acima dessa média e outros abaixo, mas, no geral, esses são os números que estamos observando”, explica.

A safra foi marcada por desafios climáticos. “Tivemos chuvas isoladas, com algumas regiões enfrentando 15 a 20 dias de estiagem, o que reduziu o potencial produtivo. Outras áreas tiveram chuvas mais regulares, o que permitiu melhores produtividades”, detalha Camargo Junior.

Nos últimos anos, a região de Cândido de Abreu tem apresentado um crescimento na área agrícola, impulsionado pelo acesso à tecnologia e insumos. “Com a presença da Coamo na região, os produtores têm investido mais em solo, maquinário e manejo. Isso tem refletido no aumento da produtividade e na expansão da área cultivada”, conclui o agrônomo.

Engenheiro agrônomo, Giovani Sérgio Romani, com o casal Diego e Franciele Schimmel

EM SÃO PEDRO DO IGUAÇU (OESTE DO PARANÁ), a safra de soja apresentou bons resultados para os cooperados da Coamo. Diego Colman Schimmel destaca que este ciclo registrou a melhor produtividade já alcançada em sua propriedade. Ele plantou um total de 230 alqueires de soja. “Na média geral, este ano se consolida como o melhor da nossa propriedade”, frisa.

Ele atribui o resultado ao manejo adotado, com investimentos em nutrição do solo e insumos de qualidade. “Utilizamos cama de aviário na fertilização, aproveitando a produção de frango da propriedade. Além disso, as chuvas ocorreram nos momentos decisivos para o desenvolvimento da soja”, explica. A média de produtividade fi cou em 170 sacas por alqueire.

As condições climáticas foram determinantes para os resultados. Segundo Schimmel, o período até o Natal foi favorável, mas janeiro apresentou desafi os. “Tivemos uma estiagem de mais de 20 dias e temperaturas elevadas. Isso impactou a cultura, especialmente pela escaldadura nas plantas.

No entanto, a chuva retornou e favoreceu o enchimento dos grãos”, comenta.

O apoio técnico da Coamo também foi um fator importante. “Sou cooperado há 25 anos e essa troca de conhecimento sempre fez diferença. Trabalhamos com a assistência técnica para definir variedades e estratégias de manejo. Esse acompanhamento contínuo nos ajuda a alcançar melhores produtividades”, destaca.

O engenheiro agrônomo, Giovani Sérgio Romani, da Coamo em São Pedro do Iguaçu, reforça que a safra foi positiva, apesar dos desafi os climáticos. “O plantio ocorreu de forma antecipada devido às boas chuvas em setembro. Até o fi nal de dezembro, as condições foram favoráveis, mas janeiro trouxe um período de veranico. Ainda assim, os resultados gerais são superiores aos do ano passado. A produtividade média variou entre 140 e 190 sacas por alqueire, dependendo da época de plantio”, explica.

Romani destaca ainda que o manejo de pragas e doenças foi bem conduzido. “A incidência de plantas daninhas foi baixa, e os produtores realizaram os tratos culturais corretamente. O controle antecipado e o monitoramento constante foram decisivos para as boas produtividades”, afirma.

Diego Colman Schimmel, cooperado em São Pedro do Iguaçu (PR)

Celso Pörsch, de Toledo (PR), com o engenheiro agrônomo, Cleberson Kochemborger

Celso Pörsch, de Toledo (PR)

Celso Villani com o engenheiro agrônomo, João Pedro de Oliveira Massaro

EM TOLEDO (OESTE DO PARANÁ), o cooperado Celso Miguel Pörsch, com 52 anos de experiência no cultivo de soja, compartilha os resultados de uma safra histórica, com média de 182 sacas por alqueire, um recorde pessoal. Ele cultivou um total de 105 alqueires com a cultura. "O clima foi muito generoso com a gente e, consequentemente, conseguimos uma safra histórica", destaca Pörsch, que atribui o sucesso ao trabalho contínuo na correção e fertilização do solo. "Quando as chuvas acontecem no momento certo, o sucesso com certeza vem", completa. Para ele, o acompanhamento técnico da Coamo tem sido fundamental, pois oferece a assistência necessária no manejo de pragas e doenças, além de orientações detalhadas sobre o desenvolvimento da lavoura.

Com a soja já colhida, a atenção agora se volta para a segunda safra de milho. Pörsch ocupou 100% da sua área de plantio na cultura e finalizou o plantio no início de fevereiro, aproveitando a janela de plantio favorável. "O milho tem tudo para nos proporcionar uma grande safra, só dependemos do clima", afirma Pörsch.

O engenheiro agrônomo, Cleberson Kochemborger, da Coamo em Toledo, reforça o panorama favorável na região. "As médias de produtividade da soja foram boas em Toledo, embora algumas regiões tenham enfrentado estresses hídricos. No entanto, o clima favoreceu as lavouras em grande parte da região", afirma Kochemborger. Ele explica que a safra de soja foi plantada dentro de uma janela ideal, mas que, em algumas áreas, o crescimento da soja foi prejudicado pela falta de chuva.

Ainda segundo o agrônomo, as lavouras de milho segunda safra tem mostrado um bom desenvolvimento. "O plantio foi realizado em uma janela muito boa, e os produtores estão conseguindo realizar os manejos necessários, como a adubação de cobertura, controle de plantas daninhas e de pragas", relata Kochemborger.

Cooperado, Celso Luiz Villani, de Maracaju (MS)

EM MARACAJU (MATO GROSSO DO SUL), o ciclo 2024/2025 trouxe desafios, mas também boas perspectivas para os produtores. O cooperado Celso Luiz Villani destaca o desempenho da soja em sua propriedade, que soma mais de dois mil alqueires. "Foi um resultado muito bom, surpreendente, até pelo ano desafiador que tivemos", afirma Villani. Segundo ele, apesar das chuvas escassas no início do ciclo, o clima se comportou de forma favorável nos momentos decisivos para a cultura. A safra foi considerada "bem regular" e está entre as melhores dos últimos 50 anos.

Com a colheita da soja concluída, a atenção se volta para a segunda safra. "O milho está se desenvolvendo bem, e esperamos mais chuvas, o que será crucial para garantir uma boa produtividade", comenta o cooperado. Ele reforça a importância da fé no campo, especialmente diante das incertezas climáticas. "Eu sempre digo que o agricultor precisa ter muita fé em Deus. Quem não tem fé não pode ser agricultor", destaca.

Cada safra traz aprendizados e para Villani, a gestão financeira e a comercialização são tão importantes quanto a produção. "Tem anos bons e anos difíceis. Nos anos bons, é preciso se capitalizar, pagar as contas e evitar passos arriscados", afirma.

Ele destaca ainda o papel da Coamo na segurança do produtor. "Temos uma grande cooperativa, que dá suporte e segurança para nós. Isso é fundamental. Não adianta plantar, colher e depois ter prejuízo na comercialização. Precisamos de estabilidade para cumprir nossos compromissos", conclui.

O engenheiro agrônomo, João Pedro de Oliveira Massaro, da Coamo em Maracaju, diz que 2024 apresentou desafios climáticos, mas também boas perspectivas para a região. "A chuva foi um fator positivo em comparação com outras áreas do Mato Grosso do Sul, e os resultados têm sido satisfatórios", relata.

No entanto, o ano quente e com pouca chuva gerou estresse térmico, impactando o desenvolvimento de algumas lavouras. "O estresse térmico foi um dos principais desafios. A chuva não foi suficiente para o pleno desenvolvimento das plantas, o que resultou em algumas perdas", explica Massaro. Além disso, as pragas também afetaram a produtividade. "A pressão das pragas aumentou com o clima quente e chuvoso, levando a infestações de percevejos e lagartas", acrescenta e ainda reforça que a Coamo tem acompanhado de perto as lavouras, oferecendo suporte técnico e soluções para otimizar a produção", afirma Massaro.

EM SIDROLANDIA (MATO GROSSO DO SUL), os cooperados da Coamo estão acompanhando de perto os resultados da safra de verão. Carlos Valmir Straliotto revela que o plantio ocorreu dentro do esperado, mas as condições climáticas impactaram a produtividade. "O calor excessivo, combinado com chuvas irregulares e altas temperaturas, provocou um alto índice de abortamento das plantas, comprometendo a produtividade em algumas áreas", explica Straliotto.

As chuvas influenciaram de maneira desigual as lavouras, gerando variações signifi cativas nos rendimentos. "Em alguns talhões, colhemos 72 sacas por alqueire, enquanto em outros a produção chegou a 145 sacas. A variação foi grande devido às diferenças na distribuição das chuvas", relata.

Carlos Valmir Straliotto, cooperado em Sidrolândia (MS)

Cada ciclo traz desafios, e Straliotto avalia que este ano foi marcado pela irregularidade das chuvas e pelas temperaturas elevadas. "Foi uma safra totalmente atípica, mas seguimos investindo e buscando sempre as melhores lavouras", afirma.

Além de afetar a produtividade, as chuvas também dificultaram o andamento da colheita. "Entre uma chuva e outra, as máquinas entravam no campo para retirar a produção. A colheita não atrasou, mas foi constantemente interrompida", explica.

O suporte técnico e a comercialização por meio da cooperativa garantiram segurança ao processo. "A assistência técnica esteve sempre presente, e a comercialização feita com a Coamo traz segurança para nós, produtores. Estamos satisfeitos com o apoio e as orientações que recebemos ao longo da safra", conclui o cooperado.

Elton Franco Ventura, engenheiro agrônomo da Coamo em Sidrolândia, revela que um veranico de 25 a 32 dias comprometeu a produtividade da soja, com algumas áreas registrando uma queda significativa. "A produtividade ficou bem abaixo do esperado principalmente devido à seca prolongada que afetou as lavouras", afirma Ventura. Ele complementa que, apesar do clima desafiador, os produtores têm investido em boas práticas agrícolas, como o preparo adequado do solo, uso de insumos de qualidade e manejo de pragas, o que tem garantido bons resultados nas áreas que não foram severamente impactadas pelas condições climáticas.

 

Carlos Straliotto com Elton Franco Ventura, engenheiro agrônomo

EM MANGUEIRINHA (SUDESTE DO PARANÁ), a família Manosso acompanhou de perto cada detalhe da safra. Paulo, ao lado da esposa Cristiane e dos filhos Matheus e Camila, celebra os bons resultados do ciclo produtivo. "Na época do plantio, as chuvas vieram no momento certo, e na colheita, o tempo também colaborou. Tivemos bom fechamento de safra", afirma Paulo Manosso, que cultivou 186 alqueires de soja e milho.

Segundo o cooperado, apesar da boa produtividade, a comercialização preocupa. "Nossa maior questão agora é garantir bons preços. O mercado não está tão animador, e precisamos planejar bem nossa estratégia", destaca.

A família Manosso também trabalha com a multiplicação de sementes em parceria com a Coamo. "Temos uma área privilegiada em termos de altitude e clima, o que favorece a produção de sementes. A assistência técnica da Coamo é essencial nesse processo, sempre trazendo inovação e suporte", explica Paulo.

A gestão da propriedade é um trabalho familiar. Camila, recém-formada em agronomia, já integra a equipe, enquanto Matheus se dedica à pecuária. "Dividimos as tarefas e trabalhamos juntos", reforça o cooperado.

Para ele, cada safra é um aprendizado. "Sempre há desafios, mas o segredo é inovar, buscar conhecimento e firmar boas parcerias. A Coamo nos oferece suporte técnico e oportunidades de crescimento, e isso faz toda a diferença", conclui.

Rafael Alfredo Heberle, engenheiro agrônomo da Coamo em Mangueirinha, recorda que o ciclo produtivo teve um bom começo, mas enfrentou obstáculos climáticos. 

"A safra começou com um plantio na época ideal, com boas precipitações. No entanto, um veranico de mais de 20 dias, na virada do ano, impactou algumas lavouras", explica. Apesar disso, a produtividade se manteve satisfatória, variando entre 170 e 215 sacas por alqueire, com casos pontuais chegando a 242 sacas.

O manejo de pragas e doenças também exigiu atenção dos produtores. "A ferrugem asiática teve menor incidência do que no ano anterior, mas a presença de percevejos foi mais intensa devido às temperaturas elevadas", detalha Heberle.

Outro fator determinante para o bom desempenho da safra foi o suporte da Coamo na logística e no fornecimento de insumos. "Os cooperados da unidade de Mangueirinha buscam alto nível tecnológico e manejo estruturado. Mesmo diante das adversidades climáticas, é possível alcançar bons resultados quando há um trabalho estruturado", finaliza Heberle.

Família Manosso com Rafael Alfredo Heberle, engenheiro agrônomo

Família Manosso, de Mangueirinha (PR): Matheus, Camila, Cristiane e Paulo

NO OESTE DE SANTA CATARINA, Danyel André Pasqualotto Baldissera, cooperado em Xanxerê e com propriedade em Chapecó, conta que enfrentou um dos ciclos mais desafi adores dos últimos anos. "No início, tivemos excesso de chuvas e, agora, estamos lidando com a falta de precipitações. Algumas áreas ainda apresentam soja verde, enquanto outras já estão sendo colhidas", relata.

Além do clima instável, os custos de produção também impactaram o planejamento. "Os preços dos insumos e das máquinas subiram bastante, tornando o planejamento ainda mais essencial", comenta Baldissera, que cultiva 145 alqueires de soja e milho.

Com 15 anos de experiência no cultivo de grãos, ele destaca que esta foi a safra mais desafi adora até o momento. "Nossa fazenda está na terceira geração e, entre todos esses anos, este foi o mais difícil. Em áreas irrigadas, conseguimos bons resultados, mas nas que não possuem irrigação, a produção fi cou em torno de 145 sacas por alqueire. Atualmente, cerca de 83 alqueires da propriedade contam com irrigação", explica.

Apesar das difi culdades climáticas, a pressão de pragas e doenças foi menor neste ciclo. "Foi um ano tranquilo nesse aspecto, o que ajudou no desenvolvimento da cultura", pontua.

Para Baldissera, cada safra é um aprendizado. "A gente se fortalece e aprende com cada ciclo para projetar os próximos anos. Nosso objetivo é sempre melhorar a produção, investindo em máquinas de última geração e buscando aumentar a produtividade. Como também somos produtores de sementes, trabalhamos para entregar sempre o melhor, tanto para a cooperativa quanto para a fazenda, pensando no futuro", destaca.

Segundo ele, a parceria com a Coamo tem sido um diferencial. "Desde que a cooperativa se instalou em Xanxerê, temos contado com um suporte essencial, tanto na assistência técnica quanto na comercialização. Tudo o que produzimos na propriedade vai para a Coamo, e tudo o que precisamos, adquirimos na cooperativa. A Coamo fortaleceu muito o cooperativismo na região e agregou valor para todos", afirma.

Diego Mário Boiani, engenheiro agrônomo da Coamo, explica que o excesso de chuva no início do ciclo impactou a germinação e que, na reta final, a estiagem comprometeu o enchimento dos grãos. Ainda assim, a produtividade tem se mostrado positiva.

"O milho teve um desempenho superior nesta safra, com ótimos resultados tanto para silagem quanto para o mercado", observa Boiani. Na soja, houve oscilações na produtividade, mas o monitoramento constante e o manejo adequado ajudaram a minimizar perdas.

O engenheiro agrônomo reforça a importância de se adaptar às condições climáticas e manter um planejamento efi ciente. "Cada safra tem suas particularidades, e a chave para o sucesso está no ajuste das estratégias para garantir a melhor rentabilidade", conclui.

Danyel Baldissera com o gerente da Coamo, Leonardo Pereira, e o engenheiro agrônomo Diego Boiani

Danyel André Pasqualotto Baldissera, cooperado em Xanxerê (SC)

PRODUÇÃO DE SEMENTES: UM TRABALHO DE PRECISÃO E ALTA QUALIDADE

Enquanto a colheita da soja avança em diversas regiões, os campos destinados à produção de sementes exigem uma atenção ainda mais rigorosa. Para os cooperados que se dedicam a essa atividade, como Adenir Carlos Panho, de Palmas, no Sudoeste do Paraná, o trabalho vai muito além do cultivo convencional. Produzir sementes é um desafio que demanda planejamento, conhecimento técnico e um olhar apurado para cada detalhe do processo.

"Para fazer semente, tem que ter muito cuidado. Acima de tudo, tem que ser profissional", enfatiza Panho, que há oito anos se dedica à multiplicação de sementes. Segundo ele, há uma diferença fundamental entre a produção de soja para consumo e para sementes. "O controle precisa ser rigoroso desde o plantio, passando pelo manejo e chegando à colheita. Cada etapa influencia na qualidade final do produto".

A qualidade da semente começa no campo. O manejo das áreas destinadas à produção de sementes é feito com técnicas específicas para preservar a pureza genética e garantir um padrão elevado. "A escolha da área, a análise de solo e a definição do melhor posicionamento das cultivares são fundamentais. Um erro no início pode comprometer todo o processo", explica Panho.

A regulagem da colhedora é um dos aspectos críticos. "Não basta ser operador de máquina, tem que entender o equipamento, saber regulá-lo e evitar perdas", detalha. Outro cuidado essencial é com o transporte das sementes. "O atrito pode comprometer a qualidade, e a semente precisa chegar intacta para a próxima fase", acrescenta o cooperado.

A tecnologia tem sido uma grande aliada nesse processo. Panho destaca que o trabalho no perfil do solo, a adubação equilibrada e o uso de técnicas como a agricultura de precisão fazem toda a diferença nos resultados. "A produtividade não depende apenas do clima. O que realmente impulsiona a produção é o manejo adequado e a aplicação correta das tecnologias disponíveis", afirma

A dedicação ao trabalho já rendeu frutos. Panho participa do concurso de produção de sementes promovido pela Coamo e já conquistou o primeiro lugar em três edições. Agora, busca sua quarta vitória. "Estamos concorrendo novamente. Se Deus nos abençoar, vamos alcançar mais essa conquista", diz, confiante nos resultados de seu trabalho.

A produção de sementes exige um acompanhamento minucioso, e a assistência técnica tem papel fundamental nesse processo. Jean Cleber Morando, engenheiro agrônomo da Coamo em Palmas, destaca que os bons resultados na produção de sementes são construídos ao longo dos anos, com planejamento e manejo adequado.

"Esse desempenho vem desde a escolha do talhão e da preparação do solo. Aqui, 100% das áreas destinadas à produção de sementes utilizam a agricultura de precisão, garantindo uma fertilidade equilibrada e um melhor posicionamento das cultivares", explica Morando.

Além do solo bem estruturado, o uso de insumos de qualidade é um fator determinante. "O produtor precisa estar atento a cada detalhe, desde a escolha da cultivar até o momento certo da dessecação e colheita. Uma semente de qualidade é a matéria-prima da próxima safra, então, garantir esse padrão significa um começo produtivo para o próximo ciclo", ressalta.

Na região de Palmas, a produção de sementes tem se mostrado cada vez mais relevante. Os números da safra reforçam a satisfação dos produtores, com médias entre 200 e 210 sacas por alqueire, chegando a 230 sacas em algumas áreas. "Temos um cenário muito positivo. Mesmo com uma leve redução no rendimento de cultivares mais tardias devido à estiagem no final de fevereiro e início de março, os resultados gerais são excelentes", afirma Morando.

A integração entre produtores e assistência técnica tem sido essencial para esse desempenho. "A Coamo tem um compromisso com a qualidade das sementes, pois são elas que garantirão uma boa produtividade na próxima safra. Por isso, o manejo é rigoroso em todas as etapas, garantindo que os cooperados entreguem um produto de excelência", destaca.

Adenir Carlos Panho com o engenheiro agrônomo, Jean Cleber Morando

Adenir Carlos Panho, cooperado em Palmas (PR)

  

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