EM TOLEDO (OESTE DO PARANÁ), o cooperado Celso Miguel Pörsch, com 52 anos de experiência no cultivo de soja, compartilha os resultados de uma safra histórica, com média de 182 sacas por alqueire, um recorde pessoal. Ele cultivou um total de 105 alqueires com a cultura. "O clima foi muito generoso com a gente e, consequentemente, conseguimos uma safra histórica", destaca Pörsch, que atribui o sucesso ao trabalho contínuo na correção e fertilização do solo. "Quando as chuvas acontecem no momento certo, o sucesso com certeza vem", completa. Para ele, o acompanhamento técnico da Coamo tem sido fundamental, pois oferece a assistência necessária no manejo de pragas e doenças, além de orientações detalhadas sobre o desenvolvimento da lavoura.
Com a soja já colhida, a atenção agora se volta para a segunda safra de milho. Pörsch ocupou 100% da sua área de plantio na cultura e finalizou o plantio no início de fevereiro, aproveitando a janela de plantio favorável. "O milho tem tudo para nos proporcionar uma grande safra, só dependemos do clima", afirma Pörsch.
O engenheiro agrônomo, Cleberson Kochemborger, da Coamo em Toledo, reforça o panorama favorável na região. "As médias de produtividade da soja foram boas em Toledo, embora algumas regiões tenham enfrentado estresses hídricos. No entanto, o clima favoreceu as lavouras em grande parte da região", afirma Kochemborger. Ele explica que a safra de soja foi plantada dentro de uma janela ideal, mas que, em algumas áreas, o crescimento da soja foi prejudicado pela falta de chuva.
Ainda segundo o agrônomo, as lavouras de milho segunda safra tem mostrado um bom desenvolvimento. "O plantio foi realizado em uma janela muito boa, e os produtores estão conseguindo realizar os manejos necessários, como a adubação de cobertura, controle de plantas daninhas e de pragas", relata Kochemborger.
Cooperado, Celso Luiz Villani, de Maracaju (MS)
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EM MARACAJU (MATO GROSSO DO SUL), o ciclo 2024/2025 trouxe desafios, mas também boas perspectivas para os produtores. O cooperado Celso Luiz Villani destaca o desempenho da soja em sua propriedade, que soma mais de dois mil alqueires. "Foi um resultado muito bom, surpreendente, até pelo ano desafiador que tivemos", afirma Villani. Segundo ele, apesar das chuvas escassas no início do ciclo, o clima se comportou de forma favorável nos momentos decisivos para a cultura. A safra foi considerada "bem regular" e está entre as melhores dos últimos 50 anos.
Com a colheita da soja concluída, a atenção se volta para a segunda safra. "O milho está se desenvolvendo bem, e esperamos mais chuvas, o que será crucial para garantir uma boa produtividade", comenta o cooperado. Ele reforça a importância da fé no campo, especialmente diante das incertezas climáticas. "Eu sempre digo que o agricultor precisa ter muita fé em Deus. Quem não tem fé não pode ser agricultor", destaca.
Cada safra traz aprendizados e para Villani, a gestão financeira e a comercialização são tão importantes quanto a produção. "Tem anos bons e anos difíceis. Nos anos bons, é preciso se capitalizar, pagar as contas e evitar passos arriscados", afirma.
Ele destaca ainda o papel da Coamo na segurança do produtor. "Temos uma grande cooperativa, que dá suporte e segurança para nós. Isso é fundamental. Não adianta plantar, colher e depois ter prejuízo na comercialização. Precisamos de estabilidade para cumprir nossos compromissos", conclui.
O engenheiro agrônomo, João Pedro de Oliveira Massaro, da Coamo em Maracaju, diz que 2024 apresentou desafios climáticos, mas também boas perspectivas para a região. "A chuva foi um fator positivo em comparação com outras áreas do Mato Grosso do Sul, e os resultados têm sido satisfatórios", relata.
No entanto, o ano quente e com pouca chuva gerou estresse térmico, impactando o desenvolvimento de algumas lavouras. "O estresse térmico foi um dos principais desafios. A chuva não foi suficiente para o pleno desenvolvimento das plantas, o que resultou em algumas perdas", explica Massaro. Além disso, as pragas também afetaram a produtividade. "A pressão das pragas aumentou com o clima quente e chuvoso, levando a infestações de percevejos e lagartas", acrescenta e ainda reforça que a Coamo tem acompanhado de perto as lavouras, oferecendo suporte técnico e soluções para otimizar a produção", afirma Massaro.
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