"A comunicação tem o poder de transformar a vida das pessoas. O campo não é mais sinônimo de atraso, pois na maioria das propriedades a internet é uma realidade, passando a ser uma ferramenta de capacitação, negócios e social. E o rádio continua fazendo seu papel de integração e informação, pois mantém o homem e a mulher do campo sempre informados e identifica oportunidades de crescimento do negócio agrícola.” A constatação é do agricultor, cooperado da Coamo em São Domingos (SC), e empresário da rádio difusão, Fábio Bigolin, atual presidente da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão – Acaert, que reúne um total de 260 emissoras de rádio e 24 emissoras de televisão associadas, congregando 100% das emissoras comerciais e educativas. Segundo Bigolin, “O formato digital é uma realidade, mas entendo que ele veio para ser uma ferramenta que interage com os meios de comunicação ditos tradicionais.”
Revista Coamo: Como se deu a sua paixão e o início pela comunicação?
Fábio Bigolin: A nossa família tem emissora de rádio em São Domingos, aqui em Santa Catarina, e desde muito cedo passei a conviver com as rotinas da emissora. O rádio entrou na minha vida para ficar. Temos negócios em outras áreas, mas o segmento da radiodifusão é o que me desperta grande paixão por vários motivos. Um deles é a convicção que a emissora faz um trabalho social importante para o município e região. É a ferramenta de convívio diário que leva a informação, companhia, lazer e o serviço de utilidade pública. Tudo isso é a essência pura do rádio criando uma forte conexão com o ouvinte.
RC: O que é comunicação na sua vida? Qual é o estágio atual da comunicação em Santa Catarina?
Bigolin: A comunicação tem o poder de transformar a vida das pessoas. Baseado nessa premissa, a atuação das emissoras de rádio e televisão no estado é marcada pela responsabilidade. O nosso compromisso é com a verdade, a informação de qualidade. Isso porque conhecemos profundamente a realidade local e regional. Desta forma, estabelecemos um compromisso com o cidadão. De liderar suas demandas e prestar serviços relevantes. E como presidente da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão – Acaert, tenho a consciência desse papel em prol dos catarinenses. Hoje, a entidade conta com 261 emissoras de rádio e 21 emissoras de TV associadas. Uma grande rede que chega a todos os cantos de Santa Catarina.
RC: A evolução na comunicação ganhou novo formato com o digital. Como tem acompanhado esse processo e quais os cuidados que os cidadãos devem ter?
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Bigolin: O digital é uma realidade, mas entendo que ele veio para ser uma ferramenta que interage com os meios de comunicação ditos tradicionais. Não há uma troca de uma pela outra e, sim, uma convergência entre as plataformas. E o rádio e a tv já entenderam que o digital é uma grande oportunidade para ampliar sua cobertura de atuação, conquistando novos mercados. Ainda mais quando o rádio e a tv são consumidos em multiplataformas e multitelas. Nós, da Acaert, também trilhamos esse mesmo caminho, acompanhando de perto as evoluções tecnológicas. Aliás, temos uma área específica para auxiliar as emissoras neste assunto. Um dos problemas do digital é a falta de curadoria para a veiculação de fake news. É aí que as pessoas devem tomar o cuidado em checar as informações disponíveis no digital, que é quase uma terra de ninguém.
RC: Então, como se adaptar à transformação digital e às novas demandas de comunicação?
Bigolin: É perfeitamente possível se adaptar às transformações digitais e devemos fazer isso buscando a qualidade de vida das pessoas. Utilizar os avanços tecnológicos para garantir o acesso universal da informação com credibilidade, o que o rádio e a televisão já fazem. Não há motivos para temer o futuro. Nada vai substituir o talento e o que fazemos hoje, que é a curadoria da informação. Para isso, entendo que é preciso investir na capacitação dos nossos profissionais para que estejam preparados para os desafios. Devemos ter como mantra a frase ‘a comunicação a serviço da humanidade’.

Fábio Bigolin tem 45 anos e é catarinense de São Domingos. Começou a trajetória na rádio Clube, emissora da família, aos seis anos de idade, como operador de áudio. É formado e pós-graduado em Direito na Unoesc, de Chapecó. Tem especialização em Gestão de Estratégias de Negócios. Faz parte do quadro diretivo da emissora desde 1997. Já foi presidente do Rotary de São Domingos, presidente da Associação Filantrópica Passos Fortes e presidente da Comissão de Constituição e Legislação do Grande Oriente de Santa Catarina. Bigolin atuou como vice-presidente Regional Oeste da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão – Acaert e desde 2023, é presidente desta entidade. São 260 emissoras de rádio e 24 emissoras de televisão associadas, congregando 100% das emissoras comerciais e educativas de Santa Catarina. Seu mandato à frente da Acaert encerra em dezembro deste ano.
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