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RC: O que esperar da Coamo para o futuro? Antonio Sérgio: A Coamo vive o presente com muito esmero e determinação, e está atenta ao futuro. Suas diretrizes corporativas são determinantes e baseadas na missão, visão e valores, com foco em cooperação, desenvolvimento humano e sustentabilidade. Como uma empresa conservadora nos princípios e valores, promove o crescimento pessoal e profissional dos cooperados e funcionários, investe em relações de confiança com parceiros e comunidades, e adota práticas responsáveis e sustentáveis por meio do programa ESG, nos pilares Social, Ambiental e de Governança. Estamos permanentemente atentos às novas tecnologias quer no campo junto aos nossos cooperados, quer na administração, junto aos nossos funcionários com planejamentos integrados onde todos estão sendo preparados para a sustentação da Coamo no tempo.
RC: Houve muita evolução nesses 50 anos de Coamo? Antonio Sérgio: O crescimento vertiginoso da Coamo nessas cinco décadas foi muito grande e para isso foram necessários braços, de investimento em tecnologia e inovação, para acompanhar toda a transformação comercial e industrial visando a colocação dos produtos dos nossos cooperados com origem e qualidade na mesa de milhões de brasileiros e no mercado externo. Buscamos as mais modernas tecnologias e usamos também a inteligência artificial (IA) que hoje realmente é uma novidade e necessidade, para utilizar com responsabilidade em benefício dos processos que resultam em agregação de valor aos cooperados.
RC: O senhor foi incentivador do Memorial Coamo. Qual o resultado dessa iniciativa? Antonio Sérgio: É muito importante registrar e perpetuar a história, principalmente para as novas gerações. O Dr. Aroldo sempre nos cobrou para montarmos um “museu”. Mas, em conjunto, concluímos que o melhor seria um “Memorial” onde pudéssemos resgatar o passado, mostrar o presente e com olhar para o futuro. Realmente, se nós não contarmos a história de como foi feito, não haverá como podermos transferir isso para as atuais e futuras gerações, por isso é necessário que as gerações futuras entendam que nada foi feito gratuitamente. Houve muito trabalho, suor, dedicação e renúncia. Por isso, foi pensado, planejado e executado um moderno conceito de um espaço memória que é moderno e inovador com os três eixos - passado, presente e futuro, onde recebemos em praticamente um ano de funcionamento mais de 11 mil visitantes.
RC: O senhor tem falado que uma empresa longeva precisa de funcionários experientes. Qual a importância do “Tempo de Casa” para a Coamo? Antonio Sérgio: Ninguém faz nada sozinho, eu não estaria me sustentando durante 50 anos senão fossem os meus companheiros de trabalho e a diretoria. A Coamo tem um manancial de conhecimento com funcionários longevos, e esses conhecimentos são repassados principalmente para os novos funcionários. A diretoria faz esse reconhecimento dentro do espetacular programa Tempo de Casa, que em 2025 reuniu 468 funcionários com 10, 20, 30, 40 e 50 anos de trabalho. São protagonistas que representam mais de 60 atividades e profissões, e uma diversidade de funções com esse “exército” de profissionais, que é motivo de orgulho para a diretoria.
RC: Qual o recado que senhor deixa para os nossos leitores? Antonio Sérgio: Eu tenho orgulho de ter participado de todo esse crescimento da Coamo, que considero um monumento fantástico do cooperativismo brasileiro. Não só do cooperativismo, mas também do ramo empresarial brasileiro como um todo. Isso é referendado no novo slogan da Coamo, que adotamos a partir de 2020, nos 50 anos da cooperativa, que é: “A vida é a gente que transforma”. Assim, a Coamo acredita e investe nas pessoas e nessas mais de cinco décadas, manteve a essência e os valores como a transparência, a honestidade de princípios, o respeito ao ser humano, os quais são imutáveis. Nós não fazemos qualquer negócio, e fazemos realmente aquilo que é certo, e isso está na cultura da Coamo, pois não tem jeito certo de fazer a coisa errada. Na Coamo aprendemos que as coisas certas dão a tranquilidade para cuidarmos do patrimônio dos nossos cooperados e se perpetuar dentro desses princípios.
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