Coamo celebra 55 anos com fortalecimento do cooperativismo
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Alcir Goldoni, presidente Executivo da Credicoamo, Airton Galinari, presidente Executivo da Coamo, José Aroldo Gallassini, Martin Kaiser, cooperado fundador nº 12, João Teodoro de Oliveira Sobrinho, cooperado fundador nº 05, e Antonio Sérgio Gabriel, diretor Administrativo e Financeiro da Coamo
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A Coamo celebrou, em 28 de novembro, 55 anos de fundação. A data marca um percurso ligado à organização dos produtores, à ampliação da infraestrutura cooperativista e à consolidação de um modelo que transformou regiões antes pouco produtivas. Esse caminho envolve decisões estratégicas, incorporação de novas áreas e cooperativas, criação de indústrias, abertura de mercados e fortalecimento do quadro social. A cooperativa reúne atualmente mais de 32,5 mil cooperados e mais de 11 mil funcionários, beneficiando diretamente mais de 140 mil pessoas.
O presidente do Conselho de Administração, José Aroldo Gallassini, afirma que a solidez da Coamo está associada ao trabalho conjunto entre diretoria, cooperados e funcionários. "Celebramos os 55 anos da Coamo, que são resultado de um trabalho de muitos anos e todos com sucesso".
Segundo Gallassini, o modelo cooperativista se sustenta na união. "Somos felizes em trabalhar diariamente preservando a essência do cooperativismo, onde nosso tripé (diretoria, cooperados e funcionários) está unido e forte, com os mesmos propósitos e caminhando para o mesmo lado".
Ele ressalta que a incorporação de dez cooperativas e a expansão para dezenas de regiões nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul contribuíram para a consolidação da Coamo como a maior cooperativa agrícola da América Latina. "Estamos entre as 53 maiores empresas do país, a primeira do Paraná e a quarta maior da Região Sul". Para o idealizador, o desenvolvimento está vinculado a processos de gestão baseados em ética, transparência e responsabilidade.
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Em comemoração pelos 50 anos à frente da presidência da Coamo, Gallassini realizou o plantio de uma muda de araucária no pátio da administração central
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Gallassini assumiu a presidência da Coamo pela primeira vez em 18 de janeiro de 1975, após atuar como gerente-geral desde os primeiros anos. "Fui eleito presidente em 1975 e de lá para cá sou presidente há 50 anos", registra. Em comemoração pelos 50 anos à frente da presidência da Coamo, Gallassini realizou o plantio de uma muda de araucária no pátio da administração central, em Campo Mourão. O gesto simboliza a continuidade do trabalho realizado desde sua eleição.
A araucária, espécie nativa e representativa da região, foi escolhida pelo significado histórico, pela relação com o território onde a Coamo consolidou as primeiras ações e pela referência à construção coletiva realizada pelos cooperados desde 1970. O plantio foi acompanhado por diretores, funcionários e cooperados, durante ato interno que integrou o calendário comemorativo da data.
A muda foi posicionada em área de circulação simbólica da cooperativa, próxima ao prédio administrativo, reforçando a ideia de que o trabalho desenvolvido ao longo dos 50 anos permanece em crescimento contínuo. Gallassini comenta que a árvore representa a união dos cooperados e a permanência dos princípios que nortearam todas as decisões da cooperativa ao longo do tempo. "A trajetória construída só foi possível pelo empenho coletivo. A araucária plantada acompanhará, nas próximas décadas, o desenvolvimento da Coamo."
O presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari, recorda o contexto da região de Campo Mourão no período inicial da cooperativa. Ele destaca que a área era marcada pela extração de madeira, sem tradição agrícola estabelecida. "A região não tinha vocação para produção. Foi necessária uma transformação total, do solo às operações", afirma. Segundo Galinari, o cooperativismo foi decisivo para a migração de um modelo extrativista para um modelo produtivo, com orientações técnicas, desenvolvimento de manejo e definição de culturas adequadas às condições locais.
A estrutura criada pela cooperativa proporcionou evolução gradual e sustentada. Ele ressalta o impacto do modelo para pequenos produtores e observa que 70% dos cooperados têm menos de 100 hectares. "Seria inviável o trabalho numa cultura extensiva sem o papel da cooperativa", frisa.
Galinari observa que a Coamo manteve estabilidade mesmo diante de interferências externas. "Nunca tivemos crise, sempre devolvemos sobras. Passamos por interferências políticas e não afetaram a cooperativa pela sua solidez. A trajetória está ligada ao planejamento e ao cumprimento de princípios de gestão: pé no chão, segurança, transparência e honestidade."
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Monumento aos pioneiros revitalizado
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Alcir Goldoni, Martin Kaiser, José Aroldo Gallassini, Airton Galinari, João Teodoro de Oliveira Sobrinho, Antonio Sérgio Gabriel e Luiz Trevisan
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Nas comemorações dos 55 anos, a Coamo reinaugurou o monumento dedicado aos pioneiros, instalado em frente à administração central e originalmente construído no ano 2000, quando a cooperativa completou 30 anos. O artista plástico Luiz Trevisan relembra que a ideia foi representar a colmeia como símbolo do cooperativismo. "A obra recebeu, posteriormente, 79 cabeças em referência aos fundadores da Coamo e incorporou um mapa-múndi, destacando o alcance internacional dos produtos da cooperativa."
Segundo ele, a concepção procurou reunir elementos que representassem a história e a atuação da cooperativa.
Trevisan acompanhou a revitalização do monumento. "O objetivo foi preservar a estrutura original e manter a representação dos pioneiros, dos produtos e da expansão internacional da cooperativa. O trabalho permitiu atualizar a obra para garantir sua conservação e a permanência da homenagem às pessoas que participaram da construção da Coamo. O monumento ocupa posição relevante dentro de sua trajetória profissional", destaca.
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Coamo antecipa R$ 200 milhões em sobras
A diretoria da Coamo anunciou no dia 28 de novembro, durante a comemoração dos 55 anos da cooperativa, a antecipação das sobras aos cooperados, totalizando R$ 200 milhões. A medida é tradicional na cooperativa, distribuindo parte dos resultados antes do encerramento do ano.
Segundo o presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini, o valor corresponde à movimentação dos cooperados ao longo de 2025. A antecipação será calculada da seguinte forma: R$ 0,70 por saca de soja entregue à cooperativa; R$ 0,20 por saca de milho; R$ 0,20 por saca de trigo; e 1,5% sobre o valor dos insumos adquiridos.
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José Aroldo Gallassini, presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e Credicoamo
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Os recursos serão depositados diretamente na conta dos associados. "É um valor significativo, que soma cerca de R$ 200 milhões. O cooperado poderá utilizá-lo como desejar, e a antecipação contribui para que tenha um fim de ano mais tranquilo", afirma.
Além da antecipação da Coamo, os associados da Credicoamo receberam os juros sobre o capital social, calculados à taxa de 12% ao ano. O montante total a ser creditado é de aproximadamente R$ 63 milhões. "A Coamo paga o juro diretamente dentro das sobras. Já na Credicoamo, o juro de capital é lançado separadamente. É um procedimento diferente, mas ambos valorizam o capital do cooperado", explica o presidente.
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A Credicoamo também deverá distribuir cerca de R$ 16 milhões em sobras, além dos juros antecipados. O complemento das sobras da Coamo e da Credicoamo será definido nas respectivas assembleias do início de 2026. As distribuições seguirão a movimentação individual de cada cooperado, incluindo depósitos, aplicações financeiras, custeio e investimentos.
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