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A presença da Coamo no Porto de Paranaguá consolidou uma rota estratégica que integra a produção dos cooperados às demandas do mercado internacional. Com dois terminais portuários operando de forma contínua, um próprio e outro arrendado, a cooperativa assegura previsibilidade, redução de custos logísticos e capacidade para atender cerca de 40 países.
Essa estrutura conecta o trabalho realizado nas unidades de recebimento, nas indústrias de processamento e na movimentação de grãos, farelo e óleo até o embarque dos navios.
O fluxo envolve planejamento integrado, rastreabilidade e operação dedicada, garantindo que a produção chegue ao destino com regularidade. O porto também abriga a indústria de óleo da Coamo e, em breve, uma nova planta de biodiesel, ampliando a atuação industrial da cooperativa no litoral.
O diretor de Logística e Operações da Coamo, Edenilson Carlos de Oliveira, explica que o Porto de Paranaguá é um elemento central na cadeia logística dos cooperados. “As indústrias da Coamo têm uma capacidade de processamento de cerca de 9.100 toneladas de soja por dia. Desse volume, aproximadamente 78% se transformam em farelo, e cerca de 90% desse farelo é destinado à exportação. Precisamos ter segurança de que essa cadeia não será interrompida.”
Segundo ele, ao contar com terminais próprios, a cooperativa evita possíveis riscos da dependência integral de terceiros, como interrupções por falta de espaço físico ou limitações operacionais. A estrutura própria também permite segregar o farelo, garantindo as exigências de mercados específicos, como a Europa. “Atualmente, exportamos farelo da Coamo segregado porque conseguimos operar e separar esse produto dentro do nosso terminal, o que agrega valor ao cooperado.”
Oliveira explica ainda que os terminais da Coamo funcionam como uma prestação de serviço à cooperativa, sem objetivo de margem. Isso reduz de forma significativa o custo por tonelada movimentada. “Quando contratamos terminais de terceiros, em Paranaguá (PR), Santos (SP), Rio Grande (RS), São Francisco (SC) ou outros portos, o custo é sempre mais alto. Com estrutura própria, o resultado retorna ao cooperado.”
Em 2024, a Coamo movimentou cerca de 4,5 milhões de toneladas de produtos, principalmente milho, soja, farelo e óleo, além de pequenos volumes de trigo por cabotagem. Desse total, 2,8 milhões de toneladas passaram pelos terminais da cooperativa. O restante, aproximadamente 1,7 milhão de toneladas, foi movimentado por terceiros.
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