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Criada em 1970, a Coamo iniciou o processo industrial em 1975, com a implantação do primeiro moinho de trigo. Em 1981, entrou em operação a primeira unidade de esmagamento de soja, seguida pela fiação de algodão, em 1985. Em 1990, passaram a funcionar a indústria de processamento de soja e o Terminal Portuário de Paranaguá. O avanço prosseguiu com a refinaria de óleo de soja, em 1996, a indústria de hidrogenação, em 1999, e a fábrica de margarinas e gordura vegetal, em 2000. Em 2009, foi incorporada a torrefação e moagem de café e, em 2015, entrou em atividade um novo moinho de trigo.
Os investimentos continuaram com duas indústrias inauguradas em Dourados (MS), em 2019, destinadas à produção de farelo, óleo bruto e óleo refinado de soja. Em 2024, teve início a operação da indústria de rações. Esse conjunto de unidades transforma a produção dos cooperados em óleo degomado de soja, farelo, margarinas, gorduras, farinha de trigo e café, destinados ao abastecimento de mercados internos e externos, gerando renda ao quadro social e emprego nas comunidades.
Com esse desenvolvimento, a Coamo consolidou uma estrutura industrial integrada ao campo, fortalecendo a parceria com os associados e ampliando o valor agregado à produção ao longo de cinco décadas de agroindustrialização.
O presidente do Conselho de Administração, José Aroldo Gallassini, explica que a industrialização sempre integrou o planejamento estratégico da cooperativa. “Ao transformar a matéria-prima, a Coamo amplia margem, fortalece a competitividade e melhora o retorno entregue aos cooperados.” Ele afirma que a linha adotada desde as primeiras unidades foi direcionada ao aproveitamento dos produtos in natura conforme a demanda dos mercados interno e externo, sempre com foco na viabilidade industrial.
Gallassini recorda que a Coamo foi fundada em 28 de novembro de 1970, período em que a região vivia o fim do ciclo da madeira e trabalhava com pequenas áreas de milho, algodão e feijão. O trigo foi a primeira cultura mecanizada e serviu de base para o início da industrialização. “A Coamo adquiriu um pequeno moinho próximo ao centro de Campo Mourão e começou a produzir farinha. Em seguida vieram a soja, o algodão e a implantação das indústrias que consolidaram a agroindustrialização.” Gallassini lembra que o modelo permitiu ampliar renda e criar oportunidades num cenário que, até então, contava com poucas estruturas industriais.
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