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Quando eu cheguei em Campo Mourão tinha a meta de fundar uma cooperativa e levar os benefícios do cooperativismo a todos agricultores da região, com igualdade de atendimento ao pequeno, médio e grande, agregando valor à produção do produtor rural. Eu cheguei numa região que praticamente não tinha lavoura mecanizada e as terras eram fracas e ácidas. Começamos, então, a trabalhar. Fundamos a Coamo, onde iniciei como gerente e depois, o nosso primeiro presidente, Fiorovante João Ferri, uma pessoa muito boa, de uma aceitação do cooperativismo muito boa, infelizmente faleceu, e eu fui eleito presidente.
Estou fazendo aquele trabalho que imaginamos lá no início. Queríamos construir uma cooperativa adequada ao quadro social e conseguimos. Desde o início distribuímos as sobras, que são o diferencial de uma cooperativa para uma empresa, além da assistência técnica, difusão de novas tecnologias, buscando o aumento de produtividade e a industrialização dos produtos dos cooperados. Com essa união, atendemos os mercados interno e externo com o fretamento de navio, direto para diversos países do mundo. Então é um trabalho completo.
Criamos também uma cooperativa de crédito. Sempre digo que é um luxo ter uma cooperativa de crédito exclusiva dos cooperados. A Credicoamo, além de ter tudo que um banco faz, traz resultados. Sem contar que atendemos toda a necessidade econômica do quadro social, desde o custeio, investimento e aplicações financeiras.
Um dos principais pontos que a gente tem que buscar é a credibilidade do quadro social nas suas cooperativas. Não admitimos nada em benefício próprio, seja de cooperado, de funcionário, diretor ou conselheiro. Isso tira a credibilidade do quadro social. Então, a honestidade de princípios é uma coisa que a gente busca. Temos que ter essa garantia para o quadro social para ter o sucesso que nós temos nas nossas cooperativas.
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Coamo e Credicoamo finalizam 2025 garantindo o Natal dos associados, com R$ 200 milhões de sobras antecipadas pela Coamo e a R$ 63 milhões na Credicoamo. Tudo na proporção que o cooperado atuou nas cooperativas. Então, apesar de ter sido um ano difícil, não foi tão ruim assim. Tivemos ainda um bom resultado e esperamos que o ano de 2026 seja melhor. Se tivermos realmente uma safra cheia, que estamos esperando e bons preços, pode acontecer. Mas, mercado é uma coisa que a gente não comanda. Por isso, sempre digo que o cooperado precisa fazer a média da sua produção vendendo diversas vezes e não ser um especulador de mercado. Na média, ele sai melhor do que aquele que especulou, que pode ganhar muito, mas também pode perder muito.
Esperamos ter um bom ano de 2026, que por certo será melhor que 2025 e vamos fazer tudo para isso, porque merecemos pelo trabalho e dedicação de todos. Então, desejo um excelente ano de 2026, com boas colheitas para todos!
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ENGENHEIRO AGRÔNOMO, JOSÉ AROLDO GALLASSINI Presidente dos Conselhos de Administração Coamo e Credicoamo
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