Morada Conviver une agricultura e sustentabilidade
Projeto em parceria com a Ihara, mostra que produção agrícola e preservação ambiental podem conviver de forma sustentável
A Coamo e a Ihara inauguraram a Morada Conviver na Fazenda Experimental, em Campo Mourão. O espaço abriga abelhas nativas sem ferrão e demonstra, na prática, a convivência entre agricultura, tecnologia e preservação ambiental. As abelhas são essenciais, pois cerca de 35% da produção mundial de alimentos depende da polinização. O projeto oferece abrigo, alimento e condições adequadas, com plantas de floração contínua, água e proteção climática, voltadas à sustentabilidade e à pesquisa agrícola aplicada.
O diretor de Suprimentos e Assistência Técnica da Coamo, Aquiles de Oliveira Dias, destaca o simbolismo do projeto. “Ganhamos um presente da Ihara: abelhas vivas de várias espécies sem ferrão, que agora fazem parte da Fazenda Experimental. Elas já estão trabalhando, e o espaço tem grande significado para nós”, afirma.
Dias lembra que a colmeia faz parte da história da cooperativa. “As abelhas trabalham em comunidade, cada uma com sua função. Isso simboliza o cooperativismo. No início da Coamo, o símbolo era justamente um favo de mel, representando o trabalho conjunto para gerar desenvolvimento aos cooperados.”
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Ele também ressalta o aspecto técnico ligado à pesquisa. “Testamos aqui todas as tecnologias e produtos que chegam ao mercado. Queremos demonstrar que esse processo é sustentável, que não é tóxico para os animais. As abelhas vão continuar vivas e se desenvolvendo mesmo com a presença de produtos agrícolas testados na fazenda.”
O diretor Executivo da Ihara, Cleiton Veiga, explica que o projeto Morada Conviver foi criado com o objetivo de demonstrar a compatibilidade entre inovação e preservação. “Queremos mostrar que é totalmente possível utilizar técnicas de proteção de cultivos, produzir alimentos e conviver com o meio ambiente de maneira sustentável. A abelha é um excelente indicador desse equilíbrio.”
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Na Morada Conviver, duas espécies de abelhas nativas brasileiras foram selecionadas: jataí e mandaçaia. “Este projeto é importante não só para quem hoje difunde tecnologia no campo, mas também para as futuras gerações. Queremos que enxerguem que a agricultura no Brasil é feita com responsabilidade e com o uso das melhores práticas.”
O presidente da Ihara, Julio Borges Garcia, reforça o valor da parceria com a Coamo. “É uma honra fazer parte do grupo de parceiros da cooperativa. A Coamo tem grande influência na agricultura e na sociedade. Desenvolver tecnologia em conjunto é motivo de orgulho para nós”, afirma.
Garcia lembra que o projeto surgiu para responder a questionamentos sobre o impacto da agricultura nos polinizadores. “Trabalhamos junto à universidades para criar abelhas nativas em nossos campos experimentais e avaliar se o uso de produtos agrícolas causava algum dano. Respeitando os momentos corretos de aplicação, comprovamos que não há prejuízos.”
Segundo o presidente, a Coamo demonstrou interesse imediato em trazer o projeto para sua Fazenda Experimental. “Adaptamos as espécies à região e trouxemos o método de criação para ser replicado. Acreditamos que contribuirá para a conscientização e o treinamento dos produtores que visitarem o local.”
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