Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 572 | Setembro de 2026 | Campo Mourão - Paraná

AGRICULTURA

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Safra de verão começa com atenção redobrada no plantio

Cooperados iniciam a implantação das lavouras de soja com atenção às condições do campo e às orientações técnicas

Dois cooperados em lavoura com restos de cultura, vista de cima, ao lado da plantadeira

Cooperados Cléberton Charlles Ecke e Jean Carlos Ecke. Irmãos começaram o plantio no início de setembro, dentro de uma boa condição de umidade do solo em Toledo (PR)

O plantio da safra de verão 2026/27 está em andamento na área de ação da Coamo. Umidade e temperatura do solo, profundidade e velocidade de operação estão entre os principais pontos a serem observados neste início de ciclo. O trabalho segue o planejamento definido para a nova safra e considera a evolução das condições climáticas.

Em Toledo, Oeste do Paraná, o cooperado, Cléberton Charlles Ecke, iniciou o plantio logo após a liberação do zoneamento agrícola. O atraso na retirada da segunda safra de milho reduziu o intervalo entre os ciclos e exigiu a continuidade das operações de preparação das áreas, com a dessecação realizada de forma sequencial. “Fizemos a dessecação logo após a colheita do milho, que acabou atrasando. Praticamente não tivemos intervalo de descanso entre a colheita e o início do plantio”, relata Ecke.

As condições de umidade favoreceram as operações. Segundo o cooperado, o solo apresentou boa disponibilidade de água, contribuindo para a dessecação e para a implantação da nova lavoura. Ecke está cultivando 164 alqueires com soja.

O planejamento envolve ainda o acompanhamento da assistência técnica da Coamo, com orientações sobre insumos, épocas de plantio e distribuição das operações ao longo da janela recomendada. Na parte tecnológica, o cooperado manteve as estratégias utilizadas no ciclo anterior e acrescentou ferramentas relacionadas principalmente ao tratamento de sementes. “A gente manteve as tecnologias do ano anterior, com algumas alterações no tratamento de sementes”, detalha.

O histórico recente também contribui para as expectativas em relação à nova safra. As lavouras de soja apresentaram bons resultados nos últimos três anos, com média de aproximadamente 165 sacas por alqueire nas áreas cultivadas.

Ecke acompanha de perto o estabelecimento da lavoura, com atenção à profundidade das sementes, à inoculação e à velocidade de plantio. “Plantou mal, vai colher mal. Então eu cuido muito da profundidade de semente, acompanho sempre a questão de inoculação das sementes e a velocidade de plantio. Sempre tem que ficar em cima”, afirma.

Também em Toledo, o cooperado, João Vilson Prolo, iniciou o plantio após preparar a área e investir na fertilidade do solo, com cobertura e adubação de base. “Fazer um bom plantio é seguir as orientações técnicas da cooperativa com a expectativa de uma boa safra”, afirma Prolo.

As últimas safras apresentaram bons resultados na região, favorecidas por chuvas regulares. O período que antecedeu o plantio, porém, teve diferentes condições de umidade. “Nós tivemos junho e julho com bastante chuva. Daí agosto ficou, acho que uns 20 dias sem chuva, mas agora, logo no início de setembro deu uma boa chuva, que nos ajudou a ter essa expectativa de começar este plantio”, explica.

No início da semeadura, Prolo considerou a umidade do solo adequada para a germinação. “A gente está contando que o clima colabore conosco. Esperamos que não falte chuva e que não seja exagerada, como tem algumas previsões, para que corra bem e a gente possa ter essa expectativa de colher bem de novo”, afirma.

Para o novo ciclo, a Coamo iniciou o planejamento com antecedência. Os insumos definidos pelos cooperados no Plano Safra, realizado entre abril e a metade de maio, já estavam internalizados e disponíveis para as operações de dessecação e plantio. “É muito importante começar bem”, destaca o diretor de Suprimentos e Assistência Técnica da Coamo, Aquiles de Oliveira Dias. Segundo ele, a implantação das culturas exige atenção diante das condições de solo e clima. “Com os insumos disponíveis e as condições climáticas acompanhadas, o cooperado pode realizar as operações dentro da época de plantio e buscar o potencial produtivo das culturas.”

Três homens agachados na lavoura sobre palha de milho, observando o solo

Charles com o filho Victor e o engenheiro agrônomo, Marcos Joel Marcolin, da Coamo em Toledo (PR). Plantio bem-feito é o melhor começo para uma safra

Cooperado sorrindo ao volante de um trator azul com plantadeira vermelha e verde

Cooperado João Vilson Prolo iniciou o plantio após preparar a área e investir na fertilidade do solo, com cobertura e adubação de base

O cenário climático também é considerado no planejamento. A previsão de ocorrência do fenômeno El Niño deve ser observada, especialmente pelo histórico de resultados positivos de produtividade em anos sob sua influência. Ao mesmo tempo, o fenômeno pode estar associado a eventos extremos localizados, como chuvas intensas. “Por isso, o manejo da lavoura deve ser acompanhado juntamente com a evolução das condições meteorológicas”, ressalta Dias.

De acordo com o engenheiro agrônomo, Marcos Kazuhiro Tanaka, da Coamo em Toledo, a definição dos insumos, das estratégias de manejo e dos investimentos começou ainda durante a safra de verão anterior. “A assistência técnica da Coamo acompanha esse processo, contribuindo com conhecimento e orientações para a condução das lavouras, com foco na produtividade e na rentabilidade da atividade”, explica.

O planejamento também considera práticas para aprimorar o sistema de produção. “Estamos implementando a adubação verde com aveia em algumas áreas para que possamos melhorar o sistema produtivo”, relata Tanaka.

Na implantação da lavoura, a atenção começa pela escolha da semente e segue até a semeadura. Para Tanaka, a comunicação entre cooperado e profissional responsável pela orientação técnica é parte desse processo. Entre os cuidados estão a utilização de sementes de qualidade e procedência conhecida e a realização adequada do tratamento de sementes.

A formação do estande inicial também exige acompanhamento, com atenção à distribuição das sementes e à emergência uniforme das plantas. “Precisamos muito desse estande inicial, que ele seja bem plantado, que seja bem-nascido, para podermos continuar com mais sucesso ainda”, destaca Tanaka.

Três homens agachados na lavoura observando o plantio, com a plantadeira ao fundo

Cooperado João Vilson Prolo e o filho Diego acompanham o plantio com o engenheiro agrônomo, Marcos Kazuhiro Tanaka, da Coamo em Toledo

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