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O plantio da safra de verão 2026/27 está em andamento na área de ação da Coamo. Umidade e temperatura do solo, profundidade e velocidade de operação estão entre os principais pontos a serem observados neste início de ciclo. O trabalho segue o planejamento definido para a nova safra e considera a evolução das condições climáticas.
Em Toledo, Oeste do Paraná, o cooperado, Cléberton Charlles Ecke, iniciou o plantio logo após a liberação do zoneamento agrícola. O atraso na retirada da segunda safra de milho reduziu o intervalo entre os ciclos e exigiu a continuidade das operações de preparação das áreas, com a dessecação realizada de forma sequencial. “Fizemos a dessecação logo após a colheita do milho, que acabou atrasando. Praticamente não tivemos intervalo de descanso entre a colheita e o início do plantio”, relata Ecke.
As condições de umidade favoreceram as operações. Segundo o cooperado, o solo apresentou boa disponibilidade de água, contribuindo para a dessecação e para a implantação da nova lavoura. Ecke está cultivando 164 alqueires com soja.
O planejamento envolve ainda o acompanhamento da assistência técnica da Coamo, com orientações sobre insumos, épocas de plantio e distribuição das operações ao longo da janela recomendada. Na parte tecnológica, o cooperado manteve as estratégias utilizadas no ciclo anterior e acrescentou ferramentas relacionadas principalmente ao tratamento de sementes. “A gente manteve as tecnologias do ano anterior, com algumas alterações no tratamento de sementes”, detalha.
O histórico recente também contribui para as expectativas em relação à nova safra. As lavouras de soja apresentaram bons resultados nos últimos três anos, com média de aproximadamente 165 sacas por alqueire nas áreas cultivadas.
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Ecke acompanha de perto o estabelecimento da lavoura, com atenção à profundidade das sementes, à inoculação e à velocidade de plantio. “Plantou mal, vai colher mal. Então eu cuido muito da profundidade de semente, acompanho sempre a questão de inoculação das sementes e a velocidade de plantio. Sempre tem que ficar em cima”, afirma.
Também em Toledo, o cooperado, João Vilson Prolo, iniciou o plantio após preparar a área e investir na fertilidade do solo, com cobertura e adubação de base. “Fazer um bom plantio é seguir as orientações técnicas da cooperativa com a expectativa de uma boa safra”, afirma Prolo.
As últimas safras apresentaram bons resultados na região, favorecidas por chuvas regulares. O período que antecedeu o plantio, porém, teve diferentes condições de umidade. “Nós tivemos junho e julho com bastante chuva. Daí agosto ficou, acho que uns 20 dias sem chuva, mas agora, logo no início de setembro deu uma boa chuva, que nos ajudou a ter essa expectativa de começar este plantio”, explica.
No início da semeadura, Prolo considerou a umidade do solo adequada para a germinação. “A gente está contando que o clima colabore conosco. Esperamos que não falte chuva e que não seja exagerada, como tem algumas previsões, para que corra bem e a gente possa ter essa expectativa de colher bem de novo”, afirma.
Para o novo ciclo, a Coamo iniciou o planejamento com antecedência. Os insumos definidos pelos cooperados no Plano Safra, realizado entre abril e a metade de maio, já estavam internalizados e disponíveis para as operações de dessecação e plantio. “É muito importante começar bem”, destaca o diretor de Suprimentos e Assistência Técnica da Coamo, Aquiles de Oliveira Dias. Segundo ele, a implantação das culturas exige atenção diante das condições de solo e clima. “Com os insumos disponíveis e as condições climáticas acompanhadas, o cooperado pode realizar as operações dentro da época de plantio e buscar o potencial produtivo das culturas.”
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