Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 572 | Setembro de 2026 | Campo Mourão - Paraná

DIA DE CAMPO

dia de campo


Cooperados reunidos em lavoura de trigo durante o dia de campo em Campo Mourão

Dia de Campo em Campo Mourão reúne cooperados para conhecer cultivares, acompanhar resultados e avaliar alternativas de manejo de acordo com as condições da região

Tecnologia do trigo vista no campo

O conhecimento sobre uma cultura começa no campo. É nas áreas de produção que o cooperado pode observar o comportamento das cultivares, avaliar tecnologias e relacionar as informações técnicas às condições encontradas na própria propriedade. Com esse objetivo, a Coamo, além dos encontros realizados nas Fazendas Experimentais de Campo Mourão, no Paraná, e Dourados, no Mato Grosso do Sul, promove dias de campo nos entrepostos e nas propriedades rurais.

As atividades aproximam os cooperados de tecnologias, variedades, insumos e práticas de manejo que podem ser avaliados de acordo com as características de cada região. Solo, clima e sistema de produção são considerados na apresentação das alternativas. O objetivo é possibilitar que o produtor veja os resultados diretamente na lavoura e tenha informações para avaliar o que pode ser utilizado em sua propriedade.

Na região de Campina do Amoral, onde o trigo está presente no sistema de produção de diversas propriedades durante o inverno, um dia de campo foi realizado na Fazenda Santa Isabel, de propriedade do cooperado fundador da Coamo, Martin Kaiser. A programação reuniu cooperados, que conheceram diferentes cultivares e acompanharam, no campo, o desenvolvimento da cultura. A atividade contou com a participação da equipe técnica da Coamo e de empresas parceiras.

Para o engenheiro agrônomo da Coamo em Campo Mourão, José Petruise Ferreira Junior, a realização de eventos desse tipo está relacionada ao trabalho de difusão de tecnologia desenvolvido pela cooperativa. “O nosso maior objetivo é difundir tecnologia. Mostramos aos cooperados alternativas e informações que possam contribuir para tornar o processo produtivo mais eficiente”, afirma Petruise.

O local escolhido para a atividade também carrega parte da história da produção de trigo e da própria Coamo. Martin Kaiser chegou à região no início da década de 1950 e cultiva trigo na propriedade desde 1954. Ao longo dos anos, adotou tecnologias e práticas de manejo orientadas pela assistência técnica.

A experiência da Fazenda Santa Isabel mostra, segundo o engenheiro agrônomo, a importância de levar a difusão tecnológica para diferentes regiões da área de ação da cooperativa. Petruise cita que as Fazendas Experimentais concentram parte desse trabalho, mas as ações realizadas pelos entrepostos permitem apresentar as tecnologias dentro das condições específicas de cada localidade. “Uma coisa é falar, outra coisa é mostrar. É isso que fazemos junto com os nossos cooperados”, destaca.

A realização de dias de campo permite que o trabalho de difusão tecnológica seja desenvolvido diretamente nas regiões produtoras. Para Petruise, a experiência do produtor, associada à assistência técnica e às informações apresentadas nas áreas demonstrativas, contribuem para a tomada de decisão sobre o sistema produtivo.

Os preparativos para o evento começaram em maio, com o plantio das cultivares. A equipe técnica da Coamo acompanhou o trabalho na propriedade. Para a cooperada Ana Maria Kaiser, o acompanhamento técnico foi importante para a condução da área e para a realização do dia de campo. “Fomos assessorados pela Coamo. Os agrônomos responsáveis pela assistência à fazenda acompanharam o trabalho, com o apoio dos funcionários da propriedade, que também tiveram participação importante”, conta Ana Maria.

Ela ressalta que a proposta foi apresentar os resultados obtidos nas condições específicas da propriedade, sem desconsiderar as variações de clima e de manejo existentes entre as regiões produtoras. “São várias cultivares de trigo. Os resultados estão no campo para que o pessoal possa observar, coletar informações e analisar. As condições climáticas também fizeram parte desse resultado”, relata.

Para a família Kaiser, o trigo vai além da participação no sistema de produção. A cultura acompanha diferentes gerações e está presente na história da propriedade. Também integra o sistema de manejo, contribuindo para a formação de palhada e para a rotação de culturas. “O trigo está na vida da nossa família e faz parte da nossa história. Meu pai sempre considerou importante o plantio de trigo. É uma cultura que acompanha a nossa família”, afirma Ana Maria.

Martin e Ana Maria Kaiser em meio à lavoura de trigo

Martin e Ana Maria Kaiser: trigo está presente na história da propriedade

Cooperados e técnicos reunidos entre as parcelas de cultivares de trigo durante o dia de campo
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