Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 572 | Setembro de 2026 | Campo Mourão - Paraná

ASSISTÊNCIA VETERINÁRIA

assistência veterinária


Cooperado e médica veterinária conversando em pastagem com vacas ao fundo

Cooperado, Rafael Wasilewski, com a médica veterinária, Ana Paula Pereira Cataruci: assistência técnica padronizada em Cândido de Abreu (PR)

Mais proximidade para avançar na pecuária

Assistência veterinária mais presente em Cândido de Abreu amplia o acompanhamento dos cooperados e apoia decisões de manejo, sanidade, estrutura e investimentos

Em Cândido de Abreu, no Centro-Norte do Paraná, a pecuária integra a produção de propriedades de diferentes escalas e sistemas. O município reúne um rebanho estimado em 100 mil cabeças, entre gado de corte e de leite, distribuído em aproximadamente 54 mil hectares de pastagens naturais. Na área de atuação da Coamo, são cerca de 20,8 mil animais cadastrados. Nesse cenário, produtores investem em manejo, estrutura e tecnologia para ampliar a produção, enquanto buscam acompanhamento para tomar decisões e conduzir as mudanças nos sistemas produtivos.

A pecuária faz parte da trajetória da família Wasilewski há cerca de 25 anos. A atividade começou com gado de corte e, posteriormente, as vacas leiteiras passaram a integrar a propriedade. A agricultura também faz parte do sistema produtivo e é conduzida em conjunto com a pecuária.

Atualmente, as vacas são ordenhadas duas vezes ao dia, recebem alimentação no cocho e têm acesso ao pasto. A família avalia adotar o confinamento como alternativa para melhorar o manejo, reduzir os efeitos da chuva e do barro, aproveitar melhor a área e ampliar o número de animais. “Estamos pensando em investir, aumentar a produção e mudar o manejo para ficar melhor para nós e para os animais”, explica Rafael.

Esse processo de mudança vem sendo acompanhado pela assistência veterinária. Há cerca de dois anos, a propriedade passou a receber orientações mais frequentes, principalmente na criação de bezerras e novilhas. A família registrava perdas de animais jovens e, a partir do acompanhamento, alterou procedimentos de manejo. “Mudamos o manejo e conseguimos parar com as perdas”, relata Rafael.

Família em pé numa pastagem, com vacas ao fundo

Rodrigo, Ana Maria, Verônica, João Gabriel e Rafael Wasilewski: família trabalha unida na agricultura e produção de leite

A experiência com a assistência também está presente na história de Maria Jociliane Gawron e do esposo, Diego Brunke. Há cerca de um ano e meio, o casal iniciou a produção de leite em uma propriedade de dois alqueires. A atividade começou de forma gradual, com o planejamento da estrutura necessária para a criação do rebanho. Primeiro, os cooperados prepararam a silagem e, depois, adquiriram as primeiras vacas.

A ordenha era feita manualmente até que o casal decidiu investir em um equipamento. A aquisição da ordenhadeira passou a fazer parte da estruturação da atividade. “Ele chegou em casa e falou: ‘Jociliane, eu comprei uma ordenha. Fui à Coamo e fiz em dois anos para pagar’”, relata Jociliane. Com o equipamento, a rotina ganhou uma nova dinâmica, acompanhada pela busca por mais conhecimento sobre o manejo do rebanho.

Inicialmente, o atendimento veterinário era realizado uma vez por semana por um profissional que se deslocava de Reserva. Com o crescimento da atividade, Jociliane passou a defender um acompanhamento mais próximo. “Uma coisa é tirar leite. Outra é entender de vaca, de doença, identificar uma mastite, perceber que uma vaca não está bem e saber qual procedimento fazer”, explica.

A partir da assistência, a família passou a ajustar a alimentação, considerando silagem, sal mineral e a quantidade de ração de acordo com a orientação técnica, além de aperfeiçoar os cuidados com a sanidade. Para Jociliane, o acompanhamento também contribui para a gestão da atividade. “Às vezes a gente acha que está fazendo certo, mas a assistência técnica mostra que, se fizermos de outra forma, podemos ter mais lucratividade”, afirma.

Casal sentado diante de cocho, rodeado por vacas

Diego e Jociliane: assistência técnica vem ajudando na evolução da atividade

Os planos da família incluem ampliar gradualmente o rebanho e melhorar a estrutura da propriedade. “Quando atingimos uma meta, já começamos a pensar na próxima. A gente queria dez vacas e produzir 200 litros. Agora já pensamos em 50 vacas e em um barracão fechado”, conta Jociliane.

Para acompanhar esse movimento e ampliar o suporte aos cooperados, a assistência veterinária da Coamo ganhou uma nova estrutura em Cândido de Abreu. Há cerca de três meses, a médica veterinária, Ana Paula Pereira Cataruci, passou a atuar de forma fixa no município, aumentando a frequência das visitas e a disponibilidade de atendimento.

Segundo Ana Paula, muitos produtores já conheciam a assistência veterinária da Coamo, mas encontravam dificuldades quando precisavam de atendimento fora dos dias disponíveis ou tinham de buscar profissionais por conta própria. “Os cooperados estão recebendo muito bem essa nova estrutura de atendimento. Em alguns momentos, precisavam de um veterinário e não tinham disponibilidade ou acabavam tendo um custo maior para conseguir o atendimento fora da cooperativa”, explica.

O trabalho envolve tanto a pecuária leiteira quanto a de corte. As visitas permitem avaliar alimentação, suplementação, reprodução, sanidade e manejo, com orientações de acordo com as características de cada propriedade. “Conseguimos estar mais presentes, sugerir melhorias e acompanhar como podemos avançar”, explica Ana.

A proximidade também permite que a assistência acompanhe diferentes momentos da produção, desde ajustes de manejo até decisões relacionadas a investimentos. “Cada propriedade exige ajustes diferentes, e estamos construindo uma relação de confiança com os cooperados e com a Coamo”, acrescenta.

A veterinária observa que os projetos de expansão dos produtores também passam pelo acompanhamento técnico. “Esse pensamento de investir também está relacionado à assistência mais próxima e à confiança que estamos construindo com os cooperados”, observa.

Na propriedade dos Wasilewski, essa proximidade ganha importância justamente no momento em que a família avalia novos investimentos na pecuária leiteira. A presença de um profissional no município reduz o tempo de resposta em situações que exigem atendimento e oferece suporte para decisões relacionadas ao rebanho. “Hoje, se temos uma emergência, conseguimos ligar e, em pouco tempo, ela está aqui”, afirma Rafael.

Na propriedade de Jociliane e Diego, a assistência também passou a integrar o planejamento da atividade. A família mantém a intenção de ampliar a produção e melhorar a estrutura, utilizando a orientação técnica para avaliar as decisões. Para Jociliane, a parceria com a cooperativa está presente tanto na aquisição de equipamentos quanto no acesso aos serviços. “Quando você produz e não tem assistência, acaba dependendo do atravessador. Com a Coamo, é diferente. A gente adquire na cooperativa e conta com a assistência”, compara.

Casal, veterinária e engenheiro agrônomo ao lado de vacas num cocho, na pastagem

Diego e Jociliane com a médica veterinária, Ana Paula Pereira Cataruci, e o engenheiro agrônomo, Fábio da Cruz: trabalho integrado em Cândido de Abreu (PR)

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