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Os outros 60% seguem para a agroindústria, onde são transformados em queijo e comercializados pela família em feiras e estabelecimentos da região. “Começamos fazendo queijo para nosso consumo. Depois fomos entregando para a família, e da família vieram os vizinhos. Aí começou a aparecer a vontade de fazer mais queijo”, conta Solange, esposa do cooperado e responsável pela produção.
Ela recorda que durante a pandemia de Covid-19, a família recebeu a visita de técnicos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que orientaram sobre a implantação da agroindústria e a família decidiu investir. Com a nova estrutura, a família passou a participar de capacitações e teve contato com técnicas de fabricação, utilização de fermentos e processos de maturação. “Até aquele momento, a gente fazia um queijo simples. Com os cursos, começamos a entender o que era trabalhar um queijo de verdade, o que significava maturar, usar fermento e aplicar técnicas diferentes”, explica Solange.
A primeira participação em concurso ocorreu em 2023, no Prêmio Queijo Paraná. A família inscreveu quatro produtos e recebeu duas medalhas Super Ouro, com produtos entre os dez melhores do Paraná, além de uma medalha de ouro para o queijo defumado. Depois, vieram participações em concursos nacionais e uma premiação mundial.
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O resultado no Paraná também proporcionou uma viagem técnica à França, experiência que trouxe referências para o trabalho desenvolvido em Cantagalo. “Somos do interior de Cantagalo e não conhecíamos o mundo do queijo daquela forma”, afirma Solange.
Após a viagem, a família desenvolveu o Aroma do Campo, um queijo floral. Foram oito meses de trabalho até chegar ao produto apresentado em concurso. Em 2025, no segundo Prêmio Queijo Paraná, o queijo ficou entre os dez melhores do Estado.
A propriedade é livre de tuberculose e brucelose, condição que integra os cuidados adotados na produção do leite utilizado na fabricação dos queijos. “A gente procura trabalhar da melhor maneira possível para produzir queijos de qualidade e entregar um produto seguro”, afirma Solange.
Atualmente, a queijaria processa cerca de 350 litros de leite por dia. A família também mantém testes e projetos para desenvolver novos produtos. “Estamos sempre olhando para a frente, buscando inovar e trazer produtos diferentes. Quando o cliente sabe que existe uma novidade, ele quer conhecer e experimentar”, diz Solange.
A atividade também ampliou a relação da propriedade com consumidores e visitantes. A queijaria recebe pessoas interessadas em conhecer o processo de fabricação, além de excursões. “Também fazemos parte da Rota do Queijo Paranaense e de uma associação”, conta Solange.
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